Rubem Fonseca (Biografia)

Rubem Fonseca

Rubem Fonseca Juiz de Fora. Ele é um escritor e roteirista de cinema brasileiro. Estudou Direito e se especializou em Direito Penal. Apesar de seu amplo reconhecimento como escritor, não foi até os 38 anos que ele decidiu dedicar-se totalmente à literatura. Antes de ser escritor em tempo integral, exerceu várias atividades, entre elas a de advogado litigante. Em 2003, ganhou o Prêmio Camões, o mais prestigiado prêmio literário para a língua portuguesa, uma espécie de nobel para escritores lusos e em 2004 recebeu o prêmio Konex Mercosul às Letras.

Sumário
1 síntese biográfica
1.1 detalhes da sua personalidade
2 Obras Literárias
2.1 Relatos
2.2 romances
3 fontes

escritor e roteirista de cinema brasileiro
Nome Rubem Fonseca Juiz de Fora
Nascimento 11 de de 1925)
Minas Gerais, Bandeira do Brasil Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade Brasileira
Cidadania Brasileira
Educação Direito Penal
Ocupação Cineasta
Obras em destaque o cobrador
José
A grande arte
O Seminarista
O selvagem da ópera
O buraco na parede
Agosto
Diário de um libertino
O romance morreu
Bufo & Spallanzani
Ela e outras mulheres
Secreções, excreções e desatinos
O selvagem da ópera
Pequenas criaturas
Mandrake, a Bíblia e a bengala
Histórias de amor
Grandes emoções e pensamentos imperfeitos
A Irmandade das espadas
O buraco na parede
Prêmios Poeta nacional do Brasil
Prêmio João Rulfo 2003
Prêmio Konex
Prémio Camões

Síntese biográfica
Nasceu em 31 de dezembro de 1952, em Minas Gerais, Brasil. Iniciou sua carreira na polícia, como comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Muitos dos fatos vividos naquela época e de seus colegas de trabalho estão imortalizados em seus livros. Aluno brilhante da Escola de Polícia, não demonstrava, então, propensões literárias. Passou pouco tempo nas ruas. A maior parte do Tempo em que trabalhou, até ser exonerado em 6 de fevereiro de 1958, foi um policial de escritório cuidando do serviço de Relações públicas da polícia.

Em junho de 1954 recebeu uma bolsa para estudar e depois dar aulas sobre esse tema na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Na Escola de polícia, ele se destacou em Psicologia. Os contemporâneos de Rubem Fonseca dizem que, naquela época, os policiais eram mais juízes de paz, separadores de luta, do que autoridades. Rubem via, sob as definições legais, as tragédias humanas e conseguia resolvê-las. Nesse aspecto, afirmam, ele era admirável. Foi eleito, entre setembro de 1953 e março de 1954, junto com outros nove policiais cariocas para se especializar nos Estados Unidos.

Ele aproveitou a oportunidade para estudar Administração de empresas em Boston e em Nova York. Mais tarde, enquanto litigava a favor de homens que caíam injustamente nas mãos da Justiça-geralmente negros -, Fonseca tentou conseguir um cargo como juiz. Foi nessa fase que ele pôde observar de perto a corrupção e a violência, tanto entre cidadãos quanto do Estado para com eles. A oportunidade de observar isso seria crucial para o desenvolvimento de seu estilo narrativo.

Detalhes de sua personalidade
Ele é conhecido por ser uma pessoa reclusa que adora o anonimato e se recusa a dar entrevistas, como Dalton Trevisan e Thomas Pynchon, que é seu amigo pessoal. Ainda é descrito por seus amigos como uma pessoa simples, afável e de ótimo humor. Tello Garrido narra um comentário que Fonseca lhe fez durante uma visita ao México sobre os motivos que o levam a ficar a bordo dos refletores literários:

“Parece que Rubem Fonseca prefere pensar que um escritor pode dizer tudo o que ele acha importante, independentemente do que os leitores possam pensar sobre isso, mas sempre através de suas obras e não como um personagem público que profere sentenças assim que ele tem um microfone na frente. Ele mesmo me comentou Depois que John Updike lhe havia dito que a fama é como uma máscara que os homens costumam vestir, e que é perigosa porque devora o rosto original, impõe gestos, nega a identidade de quem a jogou em cima.»
As obras de Rubem Fonseca geralmente retratam, em estilo seco, áspero e direto, luxúria sexual e violência humana, em um mundo onde marginais, assassinos, prostitutas, delegados e pobres se misturam. Fonseca diz que um escritor deve ter a coragem de mostrar o que a maioria das pessoas tem medo de dizer. A história através da ficção é também uma marca de Rubem Fonseca, como nos romances Agosto (seu livro mais famoso) em que retrata as conspirações que resultaram no suicídio de Getúlio Vargas, e no selvagem da Ópera em que narra a vida de Carlos Gomes, ou ainda sobre a obra a cavalaria vermelha, livro de Isaac Babel retratado em Vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Quase todos os autores brasileiros contemporâneos reconhecem a importância de Fonseca, e alguns da nova geração, como Patrícia Melo ou Luis Ruffato, dizem que é uma grande influência.

Ele criou, para estrelar alguns de seus contos e romances, um personagem antológico: o advogado Mandrake, mulherengo, cínico e amoral, além de profundo conhecedor do submundo carioca. Mandrake foi transformado em série para a rede de televisão HBO, com roteiros de José Henrique Fonseca, Filho de Rubem, e o ator Marcos Palmeira no papel-título. Uma vez que ele está profundamente interessado em arte cinematográfica, ele também escreve roteiros para filmes, muitos deles premiados.

Obras Literárias
Relatos
Os Prisioneiros (1963).
A Coleira do Cão (1965).
Lucia McCarney (1967).
O Homem de Fevereiro ou Março (1973).
Feliz Ano Novo (1975).
O Cobrador (1979).
Romance Preto e outras histórias (1992).
O Buraco na Parede (1995).
Histórias de Amor (1997).
A Confraria dos Espadas (1998).
Secreções, excreções e Desatinos (2001).
Pequenas Criaturas (2002).
Diário de um Libertino (2003).
64 contos de Rubem Fonseca (2004).
Ela e outras mulheres (2006).
O romance morreu (2008).
Romances
O Caso Morel (1973).
A Grande Arte (1983).
Bufo & Spallanzani (1986).
Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (1988).
Agosto (1990).
O Selvagem da Ópera (1994).
E deste mundo Prosituto e vÃ, eu só queria um charuto na minha mão (1997).
O Doente Molière (2000).
Mandrake, a Bíblia e o bastão (2005).
O Seminarista (2010).

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