A Revolução Federalista

No mesmo ano da Segunda Revolta da Armada, 1893, ocorreu no Rio Grande do Sul um violento conflito entre dois grupos políticos: o Partido Republicano Rio-grandense e o Partido Federalista.

 


• Partido Republicano Rio-grandense (PRR) – defendia a forma de governo republicana e o sistema presidencialista. Os republicanos (apelidados de pica-paus) eram adeptos do positivismo e tinham o apoio político-militar de Floriano Peixoto. Mantinham aliança com o líder do governo gaúcho Júlio de Castilhos.
• Partido Federalista – apoiava a forma de governo republicana, mas defendia o parlamentarismo. Pretendia revogar a Constituição gaúcha, que naquela época permitia a reelei ão indefinida do presidente do estado (atual governador). Os federalistas (apelidados de maragatos) eram liderados por Silveira Martins e contavam com muitos partidários entre os tradicionais estancieiros gaúchos.
Os federalistas uniram-se aos rebeldes da Armada, no Rio de Janeiro, e ameaçaram atacar o estado de São Paulo, cuja elite política representava os cafeicultores e prestigiava o governo central.
A Revolução Federalista foi uma luta sangrenta, que provocou a morte de aproximadamente 10 mil pessoas e terminou somente em 1895, no governo de Prudente de Morais, presidente eleito em 12 de março de 1894.

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