Quem foi Pôncio Pilatos?

Quem de nós nunca ouviu falar de Pôncio Pilatos?! Esse personagem aparece em filmes, livros (por exemplo, “O Mestre e Margarita”), orações e na Bíblia. Cada um de nós tem pelo menos um conhecimento mínimo sobre esse homem. Mas quem foi ele que, para muitos de nós, fez uma história tão infame? Ele era um funcionário romano comum ou um torturador? Ou é uma figura trágica? Vamos dar uma olhada nele…

De fato, não sabemos muito sobre ele. Pontius Pilatus (Pontius Pilatus) de 26 a 36/37 foi o prefeito romano da Judéia (praefectus) [de acordo com Flavius ​​e Tacitus, ele era um procurador, que foi reconhecido pela ciência histórica como errado]. Segundo Flavius, Pilatos presidiu o julgamento de Jesus Cristo e aprovou a sentença. Como prefeito da Judéia, em 26 dC, ele sucedeu Valério Gratus.

Pilatos não tinha grande afeição pelos judeus e não escondia sua aversão por eles. Ele entrou em conflito com seus súditos judeus várias vezes. Um desses conflitos foi a questão de exibir alguns escudos dourados em homenagem a César no palácio de Herodes, com inscrições de quem e para quem ele colocou os escudos. Os judeus exigiram que esses símbolos fossem removidos, com os quais Pilatos não concordava. Somente o imperador Tibério ordenou a remoção dos escudos. Pôncio Pilatos também deu a ordem para massacrar os samaritanos e os peregrinos galileus que viajavam para Jerusalém.

Pilatos “entrou na história” com o julgamento de Jesus Cristo. O Sinédrio acusou Jesus de blasfêmia e o levou a julgamento em Roma, presidido pelo prefeito da Judéia. Pilatos não via Jesus como uma ameaça a Roma, nem estava interessado no conflito de Cristo com os sacerdotes judeus. No entanto, ele temia a rebelião dos judeus, e por esse motivo provavelmente deu a Jesus a sentença de morte (talvez Pilatos colaborou com o sumo sacerdote Califas, com base no fato de manter o status quo na Judéia e Califas impediu revoltas contra os romanos). O prefeito da Judéia não viu culpa em Jesus (lavagem simbólica das mãos na frente de uma multidão exigindo a crucificação do acusado).

Provavelmente depois que Calígula chegou ao poder em Roma, Pilatos caiu em desuso e se suicidou. Segundo a lenda, após sua morte, o corpo de Pilatos foi jogado no Tibre, mas não afundou, e nadou até o Ródano e daí para o lago de Genebra. Eventualmente, acabou em um lago de montanha perto do lago, na montanha “Pilatus”, perto de Lucerna. Dizem que toda sexta-feira santa, o corpo de Pilatos emerge da água e lava as mãos…

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