História da Política Regencial

PRINCIPAIS FACÇÕES POLÍTICAS

Entre a abdicação de D. Pedro I (1831) e a antecipação da maioridade de D. Pedro II (1840) situou- se um dos períodos mais agitados de nossa história. O governo foi entregue aos regentes, que exerceram o poder no lugar do futuro D. Pedro II. Para o Brasil, este fato equivaleu a uma verdadeira “experiência republicana”. Nesse período, 3 grupos políticos se formaram em defesa dos interesses das elites, quais foram:

• Os restauradores: agrupados em torno da Sociedade Conservadora, mais tarde Sociedade Militar, da qual faziam parte os Andradas, representavam a tendência ultra-reacionária. Na verdade, constituíam uma força política secundária, limitando-se a defender o retorno e a restauração de D. Pedro I, composto quase que exclusivamente por portugueses.

• Os exaltados, agrupados em torno da Sociedade Federalista, defendiam maior autonomia provincial; o fim do voto censitário; o fim do conselho de estado e do Senado vitalício; não raro, alguns deles eram francamente republicanos. Expressavam as aspirações das camadas urbanas e eram mais representativos no sul do país destacando a defesa dos interesse da indústria do charque.

• Os moderados: monarquistas defensores da hereditariedade de D. Pedro; conseguiram o poder político utilizando os exaltados como massa de manobra, representavam a grande maioria de elite no Brasil. Defendiam a monarquia escravista e estavam dispostos a permitir reformas políticas que não afetassem seus privilégios e exclusivismo político.

Farroupilha

Do ponto de vista da economia agroexportadora, que tudo subordinava aos seus objetivos, a pecuária rio-grandense era, naturalmente, um setor que não podia ambicionar grandes lucros, pois estava impedida de onerar o setor principal da economia, cujos preços deveriam se manter competitivos no mercado internacional. Por essa razão, as províncias do Norte não hesitavam em importar o charque produzido nas regiões platinas com baixos direitos aduaneiros.

A solução para a crise da empresa do charque, encaminhada pela elite agrária foi a guerra de separação e independência em relação ao estado brasileiro está foi a mais longa guerra civil de nossa história liderada por Bento Gonçalves e Giusepe Garibaldi

Enfim, em março de 1845, quando Davi Canabarro e Caxias entraram em acordo, a rebelião dos farrapos estava superada. A concessão oficial foi enorme: anistia geral aos revoltosos; incorporação dos soldados e oficiais ao Exército imperial em igual posto, exceto o de general; devolução das terras confiscadas, além do aumento dos impostos sobre o charque platino.

Cabanagem

A Cabanagem foi precedida de uma série de revoltas que agitaram o Grão-Pará desde a época da independência. As razões que motivaram a revolução dos cabanos foram praticamente as mesmas que deram origem a tantas outras revoltas sociais ocorridas em diferentes províncias: fome, miséria, escravidão e latifúndio.

Mais uma vez, formava-se no Grão-Pará um governo popular. Esse governo, presidido por Eduardo Angelim não tinha, porém condições de atender aos anseios da população. Em face da ameaça de uma poderosa força militar e de uma grande esquadra enviada pelo governo do Rio de Janeiro, os rebeldes abandonaram a capital e foram para o interior, onde resistiram até 1839.

Foram finalmente massacrados; a “pacificação” da província, em 1840, se fez em cima da crueldade assassina. Saldo: 40.000 cabanos mortos numa província cuja população, antes do conflito, não chegava a 100 mil habitantes.

Sabinada

Ao contrário do caráter verdadeiramente popular da Cabanagem, a Sabinada foi uma revolta que ficou restrita às camadas médias urbanas de Salvador e a algumas tropas militares baianas.

Balaiada

Ao latifúndio improdutivo, gerador de disparidades sociais, somava-se a escravidão e a queda das exportações do algodão – principal produto de exportação do Maranhão desde a segunda metade do século XVIII -, que sofria a concorrência da produção norte-americana nos mercados internacionais.

Embora a pauta de reivindicações não fosse precedida por uma pregação ideológica e tampouco tenham sido traçados objetivos claros, a luta levou todos os mestiços, todas as castas oprimidas, todos os resíduos humanos espalhados pelas perseguições ou acossados pelas violências dos poderes públicos ou dos senhores de engenho.

A Revolta dos Malês

A Bahia também foi palco de uma rebelião de escravos, que, embora tenha durado somente dois dias, teve importância capital, a Revolta dos Malês. Nestes dias, os escravos de origem malê, de religião muçulmana, se rebelaram contra a pressão dos senhores brancos.

Durante 24 horas, a cidade de Salvador viveu horas de extrema tensão. Desarmados, os escravos foram dominados com facilidade e a repressão foi violenta tanto durante o conflito, que vitimou 70 negros, quanto após, quando 500 negros receberam castigos que variavam do açoite até a pena de morte.

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