História da Pintura Moderna (Tendências)


O Futurismo:
Além das grandes linhas da pintura do início do século XX, outras idéias motivaram os artistas das primeiras décadas do século passado a experimentar novos caminhos para suas criações. Assim, a valorização da velocidade produzida pela mecanização do mundo contemporâneo levou à criação do movimento que ficou conhecido por Futurismo. Este movimento teve uma forte relação com a literatura do início do século, influenciada em 1909 pelo Manifesto Futurista do poeta e escritor italiano Filippo Tommaso Marinetti.

Na pintura, assim como na literatura, os futuristas – como a própria palavra sugere – exaltavam o futuro e, sobretudo a velocidade, que passou a ser conhecida e admirada a partir da mecanização das indústrias e da crescente complexidade social que ganharam os grandes centros urbanos.

Para os pintores ligados ao Futurismo, os outros artistas tinham ainda uma visão estática da realidade, ignorando o aspecto mais evidente dos novos tempos: o movimento veloz das máquinas, que provoca a superação do movimento natural.

Para esses artistas não interessava a representação de um corpo em movimento, mas sim a expressão do próprio movimento. Como pretendiam evitar qualquer relação com a imobilidade, recusaram toda representação realista e usaram, além de linhas retas e curvas, cores que sugerissem convincentemente a velocidade.

A Pintura Metafísica

O regresso do Poeta (1911), de Chirico. O artista mais conhecido desse movimento é Giorgio de Chirico (1888-1978). O tema de suas obras são as paisagens urbanas. Mas as cidades de seus quadros são desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha. Os edifícios, geralmente enormes e vazios, assumem um aspecto inquietante e a cena parece ser dominada por um silêncio perturbador, como em O Enigma da Chegada e O Regresso do Poeta.

Alguns críticos viram, nesses elementos da pintura de Giorgio de Chirico, uma oposição entre a técnica precisa com que o artista compõe a cena e a inquietação que ela desperta no espectador.

O Dadá e o Surrealismo

Um movimento literário que deveria expressar suas decepções com o fracasso das ciências da religião e da Filosofia existentes até então, pois se revelaram incapazes de evitar a grande destruição assolava toda a Europa.

Esse movimento foi denominado Dadá, nome pelo poeta húngaro Tristan Tzara. Ele abriu um dicionário ao acaso e deixou seu dedo cair sobre uma palavra qualquer da página. O dedo indicou a palavra “dada”, que na linguagem infantil francesa significa “cavalo”. Mas isso não tinha a menor importância.

Tanto fazia ser essa como outra qualquer palavra, pois a arte perdia todo o sentido, já que a guerra havia instaurado o irracionalismo no continente europeu. É preciso considerar também que os estudos de Freud chamavam a atenção para um aspecto novo da realidade humana.

Dessa forma, os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e sugeriram que ela fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando elementos ao acaso.

Só que agora a intenção não é plástica e sim de sátira e crítica aos valores tradicionais tão valorizados, mas responsáveis pelo caos em que se encontrava a Europa.

O Dadaísmo, e principalmente o seu princípio do automatismo psicológico, propiciou o aparecimento do Surrealismo, na França, em 1924. O poeta e escritor André Breton (1896-1966) liderou a criação desse novo movimento e escreveu o seu primeiro manifesto, em que associa a criação artística ao automatismo psíquico puro. Desta associação resulta que as obras criadas nada devem à razão, à moral ou à própria preocupação estética. Portanto, para os surrealistas, a obra de arte não é o resultado de manifestações racionais e lógicas do consciente. Ao contrário, são as manifestações do subconsciente, absurdas e ilógicas, como as imagens dos sonhos e das alucinações, que produzem as criações artísticas mais interessantes.

Dos pintores surrealistas, Salvador Dali (1904-1989) é sem dúvida o mais conhecido, com suas obras A Persistência da Memória e A Ceia. Ele criou o conceito de “Paranóia crítica” para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. Segundo o próprio pintor, é preciso “contribuir para o total descrédito da realidade”.

Ao retratar Mae West, atriz norte-americana conhecida principalmente por suas interpretações nos filmes de western, Dali a reproduziu como se fosse uma fotografia inexpressiva. Converte-a num salão em que a cortina, o sofá, a lareira e os quadros são, respectivamente, os cabelos, a boca, o nariz e os olhos da atriz.

A Arte e a Cidade Moderna

No início da segunda metade deste século, os grandes centros urbanos já estão recuperados dos danos causados pela Segunda Guerra Mundial. A indústria tem sua capacidade de produção redobrada, colocando no mercado artigos que são largamente consumidos pelos habitantes das cidades, que crescem sem parar.

Foi dentro desse contexto social que ganharam força dois modos de expressão artística conhecidos:

A OP-ART

A expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. O seu precursor é Victor Vasarely (1908-), criador da plástica do movimento.

As obras da Op-art apresentam diferentes figuras geométricas em preto e branco ou coloridas, combinadas de tal modo que provocam no espectador sensações de movimento. Além disso, se o observador mudar de posição terá a impressão de que a obra se modifica.

A POR-ART

A expressão “pop-art” também vem do inglês e significa “Arte popular”. A fonte da criação os artistas ligados a esse movimento era o dia-a-dia das grandes cidades, pois sua proposta era romper qualquer barreira entre a arte e a vida comum.

Em conseqüência disso, seus temas são os símbolos e os produtos industriais dirigidos às massas urbanas: lâmpadas elétricas, dentifrícios, automóveis, sinais de transito, eletrodomésticos, enlatados e até mesmo a imagem das grandes estrelas norte-americano, que também é consumida em massa nos filmes, nas tevês e nas revistas. Um exemplo bastante ilustrativo é o trabalho Marilyn Monroe, feito por Andy Warhol (1930-1987).

Nesse trabalho, realizado a partir de uma fotografia, Andy Warhol reproduz, em seqüência, imagens de Marilyn Monroe que, apesar das variações de cor, permanecem invariáveis. Com isso, o artista talvez quisesse mostrar que assim como os objetos são produzidos em série, os mitos também são manipulados para o consumo do grande público.

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