A organização política do Brasil depois da separação de Portugal diferenciava-se da dos outros países latino-americanos que haviam se tomado independentes aproximadamente no mesmo período. O Brasil adotou a monarquia como regime de governo, enquanto as ex-colônias espanholas adotaram a república. Além disso, o Brasil foi o único país que, ao se tomar independente, passou a ser governado por um membro da família real de sua ex-metrópole.

Apesar do rompimento dos laços políticos e administrativos com Portugal, a situação econômica do Brasil praticamente não se alterou, ou seja, continuou dominado pelos grandes proprietários de terras. Além disso, passou a sofrer forte influência econômica do governo da Inglaterra, principal potência européia na época.

A Independência não significou melhoria nas condições de vida da maioria da população, que era formada principalmente por escravos e mestiços.
O sistema de trabalho escravo não sofreu alterações, e a participação política restringia-se aos ricos. As lutas pelo estabelecimento de um governo republicano continuaram, o que dificultou a preservação da unidade política do império. Várias revoltas ocorreram em algumas províncias, como veremos nos próximos capítulos.

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