Utilizavam utensílios e instrumentos de pedra e madeira e, mais raramente, de metal. Deslocavam-se periodicamente em busca de recursos necessários à sua sobrevivência e organizavam-se em grupos, ligados por parentesco.
Outros povos, como os maias, os astecas e os incas, desenvolveram sociedades com técnicas agrícolas mais elaboradas e um governo centralizado (com exceção dos maias, que se organizaram em cidades-Estados); criaram sistemas próprios de escrita (exceto os incas) e tinham conhecimentos sobre arquitetura, matemática e astronomia.

A civilização maia, que se desenvolveu na península de Yucatán, na América Central, alcançou seu apogeu no século VII.
A economia dos maias baseava-se principalmente no cultivo de milho, feijão e batata-doce. Eles não conheciam o uso do ferro, da roda, do arado e do transporte por animais. A sociedade era dirigida por poderosos sacerdotes.
Os maias construíram grandes templos, pirâmides e observatórios de astronomia; criaram um calendário bastante preciso e um sistema de escrita; desenvolveram a pintura mural e a arte cerâmica.
Na época da chegada do colonizador espanhol (final do século XV), a civilização maia estava em processo de dominação pelos astecas.

A civilização asteca desenvolveu-se a partir do século XII, na região do México atual; a capital era a cidade de Tenochtitlán (atual cidade do México). Povo guerreiro, os astecas eram governados por um rei poderoso.
Plantavam milho, feijão, cacau, algodão, tomate e tabaco. Além disso, comercializavam bens, como tecidos, peles, cerâmicas, sal, ouro e prata. Desconheciam o uso do ferro, da roda e dos animais de carga. Dominavam, entretanto, a técnica da ourivesaria (trabalhos manuais em ouro), da cerâmica e da tecelagem.

Os astecas construíram grandes templos religiosos, desenvolveram uma escrita primitiva e um calendário próprio.
A história da conquista do Império Asteca pelos espanhóis teve início em fevereiro de 1519, quando Hernán Cortês desembarcou na península de Yucatán. Informado da grande quantidade de ouro existente no território asteca, Cortes decidiu atacá-lo. Combinando violência e habilidade, prendeu o imperador asteca, Montezuma, e saqueou a cidade de Tenochtitlán.

A civilização inca desenvolveu-se nas regiões que hoje correspondem a partes do Peru, do Equador, da Bolívia e do norte do Chile, alcançando seu período de maior esplendor por volta do século XIV. O Império Inca, com capital na cidade de Cuzco, chegou a ter uma população de 20 milhões de habitantes, governada por um imperador considerado um deus, o filho do Sol (o Inca). Para governar, o imperador contava com chefes militares, governadores de províncias, sacerdotes e muitos funcionários.
A economia dos incas baseava-se no cultivo de milho, batata e tabaco. Desenvolveram a tecelagem, a cerâmica, a metalurgia do bronze e do cobre; sabiam trabalhar metais preciosos, como o ouro e a prata, e utilizavam a lhama como animal de carga. Construíram palácios, templos, estradas pavimentadas, aquedutos e canais de irrigação. Não desenvolveram um sistema de escrita, mas sabiam registrar números e acontecimentos por meio dos quipos.
A conquista do Império Inca foi iniciada a partir de 1531, por Francisco Pizarro.
Em 1533, Pizarro conseguiu invadir a capital inca, deses- tabilizando todo o Império.

 

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