Liberalismo econômico

Entre as teorias que justificavam a sociedade industrial capitalista, destacou-se o liberalismo econômico, cujos principais representantes foram Adam Smith (que estudamos no capítulo anterior), Thomas Malthus (1766- 1834) e David Ricardo (1772-1823). Malthus escreveu o Ensaio sobre os princípios da população (1798), no qual expôs a tese de que a miséria dos trabalhadores era conse- qüência de uma lei da natureza, e não culpa da burguesia. Para ele, a população crescia num ritmo bem mais rápido do que os meios de subsistência; para evitar esse descompasso, seria necessário restringir a procriação humana.


Ricardo, na obra Princípios da economia política, afirmou que o trabalho deveria ser encarado como uma mercadoria qualquer, sujeita à “lei da oferta e da procura”. Se houver muita oferta de trabalho, o preço dessa mercadoria diminui, resultando nos baixos salários. Para ele, não caberia ao Estado ou aos sindicatos exigir aumentos de salário contrários a essa “lei”. Assim, as leis de mercado justificavam os salários de fome e a exploração dos trabalhadores.

Socialismo

Entre as teorias que criticavam a exploração dos trabalhadores e as injustiças da sociedade industrial destacou-se o socialismo. Essa teoria reunia correntes político-ideológicas que se opunham, de modo geral, ao liberalismo burguês e ao capitalismo.
Saint-Simon, Proudhon, Owen Saint-Simon, Pierre Proudhon e Robert Owen, entre outros, são os criadores das primeiras correntes socialistas modernas.
Saint-Simon (1760-1825) criticou o liberalismo econômico e a desumana exploração dos trabalhadores pelos capitalistas (proprietários dos meios de produção). Defendia a extinção das diferenças de classe e a construção de uma sociedade em que cada um ganhasse de acordo com o real valor de seu trabalho.

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