Leonardo Boff (Biografia)

Leonardo Boff

Leonardo Boff. Teólogo, filósofo e escritor, conhecido por seu apoio ativo aos direitos dos pobres e excluídos. Atualmente atua como professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Rio de Janeiro.

Sumário
1 síntese biográfica
1.1 estudos
1.2 caminho religioso
1.2.1 Descanso Da Igreja Católica Romana
2 pontos de vista políticos
3 reconhecimentos
4 fontes

Nascimento 14 de de 1938
Concórdia, Santa Catarina, Bandeira do Brasil Brasil
Nacionalidade Brasileira
Ocupação teólogo, filósofo, escritor, professor, ecologista
Esposa Marcia Maria Monteiro de Miranda

Síntese biográfica
Nasceu em 14 de dezembro de 1938 em Concórdia, Estado de Santa Catarina, Brasil.

Estudos
Entrou na Ordem Franciscana em 1959 e foi ordenado sacerdote católico em 1964. Passou os anos seguintes estudando para um doutorado em teologia e filosofia na Universidade de Munique, que recebeu, em 1970. Em sua tese de doutorado, ele estudou até que ponto a igreja pode ser um sinal do sagrado e do divino no mundo secular e no processo de libertação dos oprimidos. Desde então, ele publicou sua tese em um livro disponível em alemão, intitulado Die Kirche als Sakrament im Horizont der Welterfahrung.

Trajetória religiosa
Ele se tornou um dos mais conhecidos (junto com Gustavo Gutierrez) dos teólogos da libertação precoce. Esteve presente nas primeiras reflexões que tentou articular a indignação contra a miséria e a marginalização com o discurso promissório da fé, dando lugar à teologia da libertação. Ele continua a ser uma figura controversa na Igreja Católica, principalmente por suas fortes críticas da hierarquia da Igreja, que ele vê como ” fundamentalistas “(“um cardeal como J. Ratzinger, que publica um documento oficial que indica que a única Igreja verdadeira é a Igreja Católica, e os outros não são mesmo as igrejas, que a única religião legítima é a católica e os outros nem sequer possuem uma fé, apenas crenças, perpetra o terrorismo religioso, além de ser um grave erro teológico”), mas também por seu apoio no passado crítico dos regimes comunistas.

Ele sempre foi um defensor das causas dos Direitos humanos, ajudando a formular uma nova perspectiva, da América Latina com “direitos à vida e formas de mantê-los com dignidade”. O trabalho dos teólogos da libertação contribuiu para a criação de mais de 1.000.000 de” comunidades Eclesiais de base “(“Comunidades de base Eclesiais” ou CEB) entre os católicos pobres no Brasil e na América Latina. O movimento (e Boff) também criticou o papel da Igreja Católica Romana na ordem econômica e social que oprimia as comunidades que trabalhavam in Boff afirma que encontrar grande parte da justificação do seu trabalho no capítulo 1, n º 8 do Lumen Gentium (“luz das Nações”), um documento do Concílio Vaticano II.

Descanso da Igreja Católica Romana
As autoridades da Igreja Católica Romana não apreciava sua crítica à liderança da Igreja. Ele também sentiu que sua defesa dos Direitos humanos havia “politizado tudo” e o acusou de marxismo. Em 1985, a Congregação para a doutrina da Fé, dirigida naquela época pelo cardeal Joseph Ratzinger (agora Papa Bento XVI) o silenciou por um ano para seu livro Igreja: carisma e poder. Na entrevista citada acima acusou Ratzinger de “terrorismo religioso” (Terrorismo Religioso). Ele foi quase novamente silenciado em 1992 por Roma, desta vez para impedi-lo de participar da Cúpula da Terra Eco-92 no Rio de Janeiro, que finalmente o levou a deixar a ordem religiosa franciscana, e o ministério sacerdotal.

Para a maioria de sua vida Boff trabalhou como professor nos campos acadêmicos de teologia, ética e filosofia de todo o Brasil e também como professor em muitas universidades no exterior, como a Universidade de Heidelberg, Universidade de Harvard, Universidade de Salamanca, Universidade de Lisboa, Universidade de Barcelona, Universidade de Lund, Universidade de Leuven, Universidade de Paris, Universidade de Oslo, Universidade de Torino e outros. Ele escreveu mais de 100 livros, traduzidos para as principais línguas do mundo.

Pontos de vista políticos
Ele é crítico do poder secular e da política externa americana. Ele se opôs à guerra do Iraque e considerar George W. Bush e liderança de Ariel Sharon ser semelhante ao de “Estados terroristas fundamentalistas”. Ele também critica os governantes despóticos do Oriente Médio: “os [emires e reis] são despóticos, que não têm sequer uma constituição, umque são extremamente ricos, mantêm as pessoas na pobreza.”.

Ele disse em uma entrevista ao site “Comunità Italiana” (novembro de 2001) de 11 de setembro nos Estados Unidos da América: “para mim, o ataque terrorista de 11 de setembro representa a mudança para um novo modelo humanitário e no mundo o objetivo. edifícios, enviou uma mensagem: uma nova civilização mundial não pode ser construído com o tipo de economia dominante (simbolizada pelo World Trade Center), com o tipo de máquina de extermínio criados (O Pentágono) e com o tipo de política arrogante e produtor de muitas exclusões (…) Para mim, o sistema e a cultura da capital começaram a desmoronar. Eles são muito destrutivas. “Na mesma entrevista, ele disse que”um dos piores é que os fundamentalismos do neoliberalismo”.

Reconhecimentos
Recebeu doutorados honoris causa, na política da Universidade de Turim e em Teologia pela Universidade de Lund. Ele também foi premiado com vários prêmios, dentro do Brasil e do resto do mundo, por sua luta em favor dos Direitos humanos dos fracos, oprimidos e marginalizados. Em 2001, ele foi premiado com o Prêmio Right Livelihood no Parlamento Sueco.

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