Júlia Lopes de Almeida (Biografia)

Júlia Lopes de Almeida

Júlia Lopes de Almeida. Autora muito reconhecida e popular em sua época, foi em vida uma das escritoras do século XIX mais conhecidas e lidas, tanto no Brasil como no exterior.

Escritora, contista, dramaturga, jornalista, palestrante, abolicionista, feminista, naturalista e ambientalista brasileira.
Nome completo Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida
Nascimento 24 de de 1862
Rio de Janeiro, Bandeira do Brasil
Morte 30 de maio de 1934,
Rio de Janeiro, Bandeira do Brasil
Língua de produção literária portuguesa
Obras notáveis a intrusa, a falência, a viuva Simões, a família Medeiros

Biografia
Júlia nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1862. Seus pais eram portugueses letreiros e emigrados. Ele tinha uma saúde frágil, não frequentava regularmente a escola, mas recebeu os primeiros ensinamentos de sua irmã Adelina E depois de sua mãe, Dona Antonia Adelina Pereira. Completou seus estudos com seu pai, o Dr. Valentim José da Silveira Lopes, Visconde de São Valentim, dono do Colégio de Humanidades e, posteriormente, com alguns professores particulares de inglês e de francês.

Em 1875 fez a primeira viagem –dos muitos que faria– a Portugal, acompanhando a família. Depois circulou com frequência entre o Brasil e o Velho Mundo, sobretudo por Portugal e França, onde fixou residência por alguns anos. Também viajou muito pelo Brasil e conheceu várias de suas regiões.

Em seu livro de 1920, Jornadas no meu país, relata as experiências pelo sul do Brasil, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde foi homenageada e mereceu grande reconhecimento por sua produção literária. Também esteve em Buenos Aires. Chegou em 10 de outubro de 1922, convidada pelo Conselho Nacional de Mulheres da Argentina, para dar uma conferência que intitulou “Brasil”. Nesse mesmo ano o jornal argentino La Nación publicou um de seus contos mais conhecidos, com forte marca naturalista, “la tuerta” (“a caolha”).

A narrativa curta de Júlia Lopes de Almeida teve algumas traduções para o francês e o espanhol, mas acredito que esta tradução de “eles e elas” é importante para divulgar parte da memória literária de uma escritora brasileira intimamente ligada ao movimento de escritoras argentinas e ao pensamento emancipatório da América latina.

Sua produção literária era vasta, mais de 40 volumes cobrindo romances, contos, literatura infantil, teatro, jornalismo, ensaios e livros didáticos. Na coluna que escreveu por mais de 30 anos no jornal O País, discutiu temas sobre feminismo e igualdade social, e realizou várias campanhas em defesa das mulheres.

Foi Presidente Honorária da Legião da Mulher Brasileira (Legião da mulher brasileira), estabelecida em 1919.

Participou das reuniões em que foi criada a Academia Brasileira de Letras, da qual foi finalmente excluída por ser mulher.

Escreveu muitas obras, sendo as mais famosas Família Medeiros e a herança (a herança), ambas novelas psicológicas. Seus romances e contos foram profundamente influenciados por Emile Zolá e Guy De Maupassant.

Particularmente notável é a literatura infantil, que escreveu especialmente entre 1900 e 1917. Suas principais obras para crianças foram Histórias de nossa terra (histórias de nossa terra) e Era uma vez (era uma vez). Numa época em que a maioria dos livros infantis eram meras traduções de livros europeus, ela e sua irmã, Adelina Lopes Vieira, foram as primeiras a escrever textos originais em português.

Sua coleção de contosnsia eterna (de 1903) foi influenciada por Guy De Maupassant. Uma de suas crônicas inspirou Artur Azevedo a escrever a peça ou dote (‘la dote’). Em colaboração com seu marido Felinto de Almeida, em 1932 publicou em forma de folletín no Jornal do Commercio seu último romance, A Casa verde (1932).

Ele morreu dois anos depois, em 30 de maio de 1934, na cidade do Rio de Janeiro.

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