Jorge Amado (Biografia)

Jorge Amado

Jorge Amado. Escritor brasileiro, tem uma frutífera produção literária com mais de 40 obras.

Sumário
1 síntese biográfica
2 trajetória política
3 Jornalismo
4 Literatura
4.1 Obras
4.1.1 Novelas
4.1.2 Relatos
4.1.3 livros para crianças
4.1.4 biografias
4.1.5 Teatro
4.1.6 memórias
4.1.7 obras adaptadas ao cinema
5 Fontes

Nascimento 10 de de 1912
Fazenda aurícula, Bahia, Bandeira do Brasil Brasil
Morte 6 de agosto de 2001
Salvador da Bahia, Bandeira do Brasil Brasil
Ocupação jornalista e romancista

Síntese biográfica
Nasceu na Fazenda aurícula, dedicada à coleta de cacau, em Ferradas, Itabuna, Bahia, Brasil, em 10 de agosto de 1912. Filho do coronel João Amado de Faria e de Dona Eulália Leal Amado. O ano de idade é levado para Ilhéus, onde passou a infância e aprendeu suas primeiras letras. Cursou o secundário no colégio Antonio Vieira e no ginásio Ipiranga, em Salvador da Bahia (cidade que costuma chamar Bahia), onde viveu, livre e misturado com o povo, seus anos de adolescência. Lá ele tomou conhecimento da vida popular que iria fundamentalmente marcar seu trabalho de romancista.

Aos 14 anos, na Bahia, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da “Academia dos Rebeldes”, grupo de jovens que, juntamente com os de “Arco E Flecha” e “Samba”, desempenhou um papel importante na renovação das letras baianas. Comandados por Pinheiro Viegas, figuram na” Academia dos Rebeldes”, além de Jorge Amado, os escritores João Cordeiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro, Edison Carneiro, Sosígenes Costa, Válter da Silveira, Aidano do Couto Ferraz e Clóvis Amorim.

Fez os estudos universitários no Rio de Janeiro, na Faculdade de Direito, onde se recebeu de Bacharel em Ciências Jurídicas e sociais (1935). Nunca exerceu a advocacia.

Foi casado com Zélia Gattai-autora de Anarquistas, graças a Deus (1979), um chapeu para viagem (1982), Senhora dona do baile (1984), Jardim de inverno (1988), Pipistrelo das mil cores (1989) e o segredo da Rua 18 (1991)- ; com quem teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças de teatro infantil, e pomba, psicóloga, casada com o arquiteto Pedro Costa. Irmão do médico neuropediatra Joelson Amado e do escritor James Amado.

Morreu em Salvador da Bahia, em 6 de agosto de 2001. Foi cremado e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, no dia 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.

Trajectória política
Em 1945 foi eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte de 1946 (pelo Partido Comunista Brasileiro) e da primeira Câmara Federal para o Estado Novo, sendo responsável por várias leis que beneficiaram a cultura. Viajou por todo o mundo. Viveu exilado na Argentina e Uruguai (1941-42), em Paris (1948-50) e em Praga (1951-52).

Jornalismo
Exerceu atividades jornalísticas desde jovem quando ingressou como repórter no Diário da Bahia (1927-29), época em que também escreveu na revista literária baiana A Luva. Depois, em São Paulo, atuando sempre na imprensa, foi redator-chefe da revista carioca Dom Casmurro (1939) e colaborador, no exílio na Argentina (1941-42), em periódicos portenhos -Crítica, Sud e outros.

Ao retornar ao seu Brasil, dirigiu a seção “Hora de Guerra”, no jornal O Imparcial (1943-44), em Salvador da Bahia, e, mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário Hoje (1945). Anos depois participou, no Rio, da direção do semanário para Todos (1956-58).

Literatura
Sua obra literária sofreu adaptações ao cinema, ao teatro e à televisão, e também foi tema de vários trabalhos de escolas de samba no Carnaval brasileiro. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas e publicados em 55 países.

Obras
Romances
O país do Carnaval, 1931
Cacau, 1933
Suor, 1934
Jubiabá, 1935
Mar Morto, 1936
Capitães da arena, 1937
Terras do sem fim, 1943
São Jorge Dos Ilheus, 1944
Seara vermelha, 1946
Os subterrâneos da liberdade (3 volumes, 1954)
Gabriela, cravo e canela, 1958
Os velhos marinheiros ou o Capitão ultramarino, 1961
Os pastores da noite, 1964
Dona Flor e seus dois maridos, 1966
Loja dos Milagre, 1969
Teresa Batista cansada de guerra, 1972
Teta de Agreste, 1977
Uniforme, fraque e camisola de dormir, 1979
Tocaia grande, 1984
O desaparecimento da santa, 1988
De como os turcos descobriram a América, 1994
Relatos
A morte de Quincas Agrião de água, 1961
Do recente milagre dos pássaros, 1979
Livros para crianças
O Gato Manchado e a andorinha Sinhá, 1976
A bola e o Arqueiro, 1984
Biografias
O ABC de Castro Alves, 1941
O Cavaleiro da esperança (biografia de Luís Carlos Prestes), 1942
Teatro
O amor do soldado, 1947
Memórias
O menino grapiuna, 1982
Navegação de cabotagem, 1992
Obras adaptadas ao cinema
Terra Violenta (1948), de Paulo Machado e Edmond F. Bernoudy. Anselmo Duarte, Graça Mello, Celso Guimaraes, Heloísa Helena E Maria Fernanda são os principais protagonistas desta adaptação portuguesa do título “Terras do sem fim”.
Vendaval maravilhoso (1949), de José Leitao de Barros. Co-produção Brasileiro-portuguesa para transferir para a tela grande o romance ABC de Castro Alves. Castro Alves é encarnado por Paulo Mauricio. Ao seu lado, a famosa cantora de fados Amalia Rodrigues e o ator Barreto Pereira.
Capitães da Arena (1971), de Hall Bartlett. Uma estimada produção americana do livro homônimo de Jorge Amado. Kent Lane e Tisha Sterling estrelam o filme centrado nas andanças de um grupo de idiotas liderados por Pedro Bala.
Gabriela (1975), de Walter Avancini. Série de televisão baseada no romance Gabriela, clavo e canela que tem o protagonismo estelar de Sonia Braga. Anteriormente, em 1960, esta peça já havia sido trazida para a pequena tela, então estrelada pela atriz Janete Vollu.
Os Pastores da noite (1975), de Marcel Camus. O diretor francês Marcel Camus adaptando em uma co-produção franco-brasileira o título homônimo de Jorge Amado, também conhecida como”Bahia”. O filme é filmado em Salvador da Bahia.
Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto. Sonia Braga protagoniza este conhecido filme, no qual encarna a Dona Flor, que manterá relações com seus dois maridos, o vivo e o morto, interpretados por Mauro Mendonça e José Wilker.
Loja dos Milagres (1977), de Nelson Pereira Dos Santos. O mundo de Salvador da Bahia em uma peça estrelada por Hugo Carvana, Sonia Dias, Anecy Rocha ou Juarez Paraíso.
Beija – me e desaparece (1982) de Robert Mulligan. O diretor de ” Matar um rouxinol “é encarregado de adaptar em Hollywood o romance de Jorge Amado” Dona Flor e seus maridos”, que tanta fama havia proporcionado a Sonia Braga em meados dos anos 70. Aqui estão James Caan, Sally Field e Jeff Bridges, o terceiro protagonista.
Gabriela (1983), de Bruno Barreto. Novamente Bruno Barreto e Sonia Braga juntos em um projeto baseado em um texto de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e canela”. A atriz já havia estrelado a cozinheira Gabriela em uma adptação televisiva relizada anos antes. Nesta ocasião é acompanhada nada mais e nada menos do que pelo intérprete italiano Marcello Mastroianni.
Jubiabá (1987), de Nelson Pereira Dos Santos. O importante cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos já havia adaptado Jorge Amado com “Tenda Dos Milagres” (1977). Dez anos depois, ele tentou sua fortuna com Jubiabá, realizando outro filme louvável.
Teta de Agreste (1996), de Carlos Diegues. A obra que gira em torno da sensual viúva Teta, a qual regressa de São Paulo à sua localidade natal, da qual fora expulso por perder a virgindade, é protagonizada por Sonia Braga e dirigida por Carlos Diegues.

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