historia-da-invencao-da-escritaA Invenção da Escrita

A escrita representou um grande avanço na evolução intelectual dos humanos. Seu desenvolvimento ocorreu de maneira independente em cindo locais distintos: Mesopotâmia, Egito, Índia, China e Mesoamérica. Grande parte dos primeiros escritos de que dispomos foi feita em pedra, mas muitas inscrições sobreviveram em papiros egípcios e em tábuas de argila da Mesopotâmia. O valor deses documentos é inestimável para o estudo das antigas culturas.

DE SÍMBOLOS PARA A ESCRITA

O desenvolvimento da escrita como representação simbólica da linguagem falada foi um processo gradual que provavelmente teve início no Oriente Médio, em meados do IV milênio a.C. Antes disso a escrita consistia em imagens, que ajudavam a criar registros visuais de transações comerciais. Com o passar do tempo, essas imagens foram simplificadas na forma de símbolos. Na Mesopotâmia, este processo resultou em uma escrita em forma de cunha, a cuneiforme, e no Egito hieróglifos pictóricos foram usados por mais de 3 mil anos a partir de aproximadamente 3200 a.C. Muitos desses escritos primitivos eram logográficos, ou seja, cada símbolo representava uma palavra inteira ou uma ideia. Os hieróglifos egípcios e a escrita cuneiforme da Mesopotâmia misturavam logogramas com símbolos que representavam sons. À medida que a escrita evoluiu, essa solução combinada foi permitindo que as pessoas produzissem em forma escrita, com precisão, a linguagem falada.

Arquivos como os de Mari e Ugarit, na Síria, contêm uma riqueza de informações sobre as atividades dos governantes, qued usavam a escrita para administrar suas propriedades. Governantes como os reis maias da Mesoamérica, os faraós do Egito e os imperadores da China também mandavam fazer inscrições monumentais como mode de registrar suas realizações e inspirar admiração em seus súditos.

OS ESCRIBAS E A COMPETÊNCIA DA LEITURA E DA ESCRITA

A criação de arquivos escritos pelos governos levou à necessidade de uma classe de pessoas letradas para os produzir a ler.

“AO POVO FENÍCIO É DEVIDA GRANDE HOMENAGEM, POIS FOI ELE QUE INVENTOU AS LETRAS DO ALFABETO.” Plínio, o Velho (escritor romano), História natural, séc.I d.C.

No Egito, a educação dos escribas – que eram elevados a posições de grande prestígio na sociedade – começava na juventude, e incluía matemática e contabilidade. Embora textos literários e religiosos fossem produzidos no Egito e na Mesopotâmia, sua leitura era restrita a membros da elite da sociedade.

O ALFABETO

O conceito de um alfabeto no qual cada símbolo representasse um determinado som surgiu apenas no final do II milênio a.C. O povo de Ugarit, na Síria, desenvolveu um alfabeto cuneiforme por volta de 2000 a.C. Mineradores de turquesa no Sinai passaram a usar outro sistema de alfabeto primitivo, e pode ter sido essa escrita, com 30 sinais, que se espalhou para o norte, através da Palestina, até a Fenícia, onde evoluiu para o alfabeto fenício de 22 sinais por volta de 1000 a.C. A rede de comércio fenícia, por sua vez, exportou sua escrita para todo o Mediterrâneo, onde ela influenciou o desenvolvimento dos alfabetos da Grécia e de Roma.

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