História dos Impérios Mercantis

Ao mesmo tempo em que exploravam e colonizavam as novas terras, várias nações europeias desenvolveram grandes impérios mercantis entre o final do séc.XV e o séc. XVIII, espalhando-se pela África, pela Ásia e pelas Américas. Os impérios estabelecidos pela Espanha, por Portugal e pela França eram em geral extensões das respectivas monarquias; já os impérios marítimos da Inglaterra e da Holanda eram de natureza mais comercial.

COMÉRCIO EUROPEU

O pioneirismo de Portugal na descoberta de rotas marítimas para o Oriente resultou na sua ocupação de terras por lá. Fortes em Goa (1510), em Malaca (1511) e em Ormuz (1515), no oceano Índico, estabelecidos pelo almirante Afonso de Albuquerque, asseguraram a Portugal o controle do golfo Pérsico e das principais rotas mercantis para o Oriente. Macau (no sul da China) veio em seguida, em 1517, e na década de 1560 metade das especiarias e três quartos da pimenta na Europa eram importados de Portugal. Quanto aos espanhóis, seu império nas Américas lhes assegurava enormes riquezas em prata, embarcadas para a Europa através das Filipinas.

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Esta tapeçaria indiana de parede
em algodão do final do séc.XVI é um dos primeiros exemplos da impressão causada por mercadores europeus.

A França, ainda que lucrasse com o comércio de peles do Canadá, via seu império mais como uma forma de afirmar seu poder e de limitar a ambição dos ingleses do que propriamente um potencial empreendimento mercantil.

OS HOLANDESES E OS INGLESES

Os impérios da Holanda e da Inglaterra tinham por base o comércio. A Companhia das Índias Orientais holandesa, a VOC, foi fundada em 1602 e estabeleceu seu primeiro posto avançado em Banten (Java), em 1604. A VOC se expandiu criando uma série de fábricas que iam de Galle, no Sri Lanka, até o sul da Índia, Bengala, Malaca, Taiwan, além de Nagasaki no Japão ― todas controladas a partir de Batávia, no noroeste de Java. Entretanto, em meados do séc.XVII, o comércio com o Japão começou a entrar em declínio, e o custo de defesa do império aumentou. Os ingleses passaram a ocupar territórios da VOC com sua própria Companhia das Índias e os holandeses tiveram problemas de corrupção interna que lhes causaram grandes prejuízos. Em meados do séc.XVIII, a VOC já não passava de mera sombra do que havia sido. Os ingleses fundaram sua Companhia das Índias Orientais em 1600. A partir de 1615, a base da companhia em Bengala deu-lhe acesso a maiores recursos e possibilitou a criação de outras bases em Bombaim (1668) e em Calcutá (1690), na Índia. Em 1694, a companhia obteve o monopólio do comércio com a Índia, o que a fortaleceu e lhe deu poder político. Porém, em meados do séc.XIX a Companhia das Índias Orientais britânica também entrou em declínio, causado pelos altos custos de aventuras militares e pela pesada carga de corrupção que a dominou ― os mesmos problemas que haviam acabado com sua rival holandesa.

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A insígnia da VOC, Companhia das Índias Orientais Holandesa, criada para o comércio com a Ásia.

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O estabelecimento do forte St. George
(futura Madras) em 1639 deu à Companhia das Índias Orientais britânica uma importante base no sudeste da Índia.

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