Graciliano Ramos (Biografia)

Graciliano Ramos

Graciliano Ramos. É, provavelmente, dentro do modernismo brasileiro, um dos mais importantes, ou talvez o mais importante, romancista. Sua obra enfoca principalmente as questões sociais do norte do Brasil. No entanto, como grande escritor, consegue que suas narrativas ultrapassem o âmbito regionalista e ganhem proporções que nos possibilitam pensar na própria condição humana.

Sumário
1 biografia
2 o político
3 Obra
4 morte
5 Ligações externas
6 Fontes

Nascimento 27 de de 1892
Alagoas, Bandeira do Brasil Brasil
Morte 20 de março de 1953
Rio de Janeiro Bandeira do Brasil Brasil
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Escritor

Biografia
Nasceu em 27 de outubro de 1892, em Quebrângulo, Alagoas. É o primeiro filho de um casal de classe média, que teve quinze filhos. Dois anos após seu nascimento, a família se move para o interior de Pernambuco, em Buíque. Passa sua infância entre esta cidade e Viçosa, em seu estado natal.

Ele Aprende as primeiras cinco letras do alfabeto com seu pai e tenta aprender outras, mas confunde o T com o D. Depois de muito esforço, lágrimas e mãos inchadas, o professor-pai é substituído pela professora-irmã e assim, de acordo com o escritor, “as letras Se amansaram”. Completa o ensino secundário em Maceió, mas não cursa nenhuma universidade.

Em 1910, ele se estabelece em Palmeira dos Índios, onde seu pai tem uma pequena loja. Já nessa época se interessa muito por literatura e escreve no próprio balcão da loja, em papel de embrulho.

Em 1914, passa uma breve temporada pelo Rio de Janeiro, onde trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e o Século.

Depois de ser informado sobre a morte de três irmãos, regressa a Palmeira dos Índios, dando fim a esse breve período no Rio. Imediatamente após seu retorno A Palmeira dos Índios casa-se com Maria Augusta de Barros. Naquela época, ele passa a possuir a loja “Sincera”. Após cinco anos de casamento, sua mulher morre, durante o parto, deixando-o com quatro filhos pequenos.

Durante este período escreve para periódicos e publica diversas crônicas, tanto em Palmeira dos Índios (no jornal O Índio ), como em Maceió (Jornal de Alagoas ) e na Paraíba do Sul, RJ (Paraíba do Sul). Ele começa a escrever, a partir de 1925, Caetés, seu primeiro romance, publicado em 1933.

O político
Ingressa na política e é eleito prefeito, em 1927, De Palmeira dos Índios. Ele governa de 1928 a 1930, renunciando ao cargo em 1930. Casa-se novamente em 1928, com Heloisa de Medeiros.

De 1930 a 1936 ele vive quase todo o tempo em Maceió, onde dirige a imprensa e a instrução do Estado . Nessa época ganha a amizade de José Lins Do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Waldemar Cavalcanti, vanguardistas da literatura nortenha. Também nesse período escreve São Bernardo e Angústia .

Em março de 1936 foi preso sob a acusação de ser comunista, apesar de não haver provas (ele realmente viria se inscrever no Partido Comunista Brasileiro, até a data de 18 de agosto de 1945). Ele é levado a vários presídios, passa por várias humilhações e, após nove meses, é libertado. Sua experiência na prisão rendeu o livro Memórias do Cárcere, um forte testemunho do que viveu nesse período, o qual foi publicado em 1953.

Já não volta para Nordeste. Passa a viver no Rio de Janeiro, com a esposa e as filhas menores em um quarto de pensão. Lá escreve, em 1937, o livro A Terra dos Meninos descascados, obra de literatura infantil premiada pelo Ministério da Educação e Cultura.

Nesse mesmo ano escreve Vidas secas, seu último romance, que seria publicado em 1938.

Em 1942, com 50 anos, recebe o prêmio Filipe De Oliveira, pelo conjunto de sua obra.

Quase no fim da Segunda Guerra Mundial, Graciliano Ramos já estava consagrado como maior romancista Brasileiro depois de Machado de Assis.

Em 1951, é eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 ele viaja para Paris com sua esposa para participar das comemorações dos 150 anos do nascimento de Victor Hugo. A viagem se estende por três meses. De Paris vai para a Rússia e vários outros países socialistas. A viagem por esses países inspirou – lhe o livro-relato Viagens, publicado postumamente.

Obra
Alexandre e outros Herois
Viventes das Alagoas
Linhas Bolos
Viagem
Memórias do Cárcere
Insônia
Histórias Incompletas
França
Histórias de Alexandre
Brandão entre o Mar e o Amor
A Terra Dois Meninos Pelados
Vidas secas
Angústia
S. Bernardo
Caetés
Morte
Ao voltar para o Brasil, ela fica doente. Descobre que tem câncer e em setembro de 1952 viaja para Buenos Aires para ser operado, retornando em outubro, ao completar 60 anos.

Em 20 de março de 1953, Graciliano Ramos morre no Rio de Janeiro.

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