Governo dos cem dias

Em março de 1815, Napoleão Bonaparte conseguiu fugir de Elba e regressar à França, prometendo reformas democráticas. O rei Luís XVIII era impopular, e as tropas enviadas para prender Napoleão acabaram unindo-se a ele. Recebido em Paris como herói e sob gritos de “Viva o imperador!”, Napoleão instalou-se no poder, obrigando a família real a fugir. Sua permanência à frente do governo francês, porém, durou apenas cem dias.
A coligação militar internacional rapidamente se reorganizou e marchou contra a França. Napoleão e suas tropas foram definitivamente derrotados na Batalha de Waterloo, em 18 de junho de 1815. Preso pelos ingleses, foi exilado na ilha de Santa Helena, no sul do oceano Atlântico, onde permaneceu até a morte. No mesmo ano, Luís XVIII foi reconduzido ao trono francês.


Além da derrota militar, o historiador Carlos Guilherme Mota aponta outros elementos para se compreender o fim do governo napoleônico: As razões internas do esvaziamento da sustentação de Napoleão ligam-se basicamente ao fato de o regime imperial — uma ditadura, em verdade — criar suas próprias oposições. Católicos, liberais, realistas e republicanos começam a ver em Napoleão a negação de seus projetos e aspirações. Fora da França, ele é o continuador da Revolução Francesa; mas dentro, é um déspota nem sempre esclarecido. Além disso, o regime, fortemente militarista, negava na prática as eventuais reformas propostas ou aceitas pelo Estado.

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