História do Governo de Getúlio Vargas

O GOVERNO DEMOCRÁTICO DE GETÚLIO VARGAS

Em 1951, Getúlio Vargas voltava à presidência da República, desta feita, legitimado pelo voto popular. Consolida-se, então, o populismo. De Vargas a João Goulart, os governos tentariam administrar as contradições geradas pela mobilização de massas, estimuladas pelo próprio Estado e os limites impostos às suas reivindicações.

Getúlio buscou sempre realizar um governo nacionalista, cuja característica fosse a defesa dos interesses nacionais. Dizia que era “preciso atacar a exploração das forças internacionais” para que o país alcançasse a sua tão sonhada “independência econômica”.

A proposta nacionalista de Vargas era duramente questionada e atacada pelo governo norte-americano, pelas empresas estrangeiras instaladas no Brasil ou por representantes destas empresas, normalmente membros do grupo economicamente dominante no país, visto que tal modelo de política era considerado um perigo para estes grupos.

Ainda em 1953, o governo propôs uma Lei de Lucros Extraordinários, que limitava a remessa de lucros das empresas estrangeiras ao exterior. A lei, entretanto, foi barrada no Congresso, devido às pressões dos grupos internacionais.

O objetivo era articular a derrubada de Getúlio do poder. Um dos principais líderes de oposição a Getúlio foi o jornalista Carlos Lacerda, político da UDN e diretor do jornal Tribuna da Imprensa, conhecido como “O Corvo”.

Em 1954, Vargas autorizava o aumento de 100% do salário mínimo, atendendo à proposta do seu ministro do Trabalho, João Goulart, para, desta forma, recompor o poder de compra do salário mínimo, corroído pela inflação do governo Dutra.

Tal decisão de Vargas acabou provocando uma enorme revolta entre o grupo patronal, que era contra a organização da classe trabalhadora, estimulada pelo governo. Tal organização era vista como uma ameaça de esquerda aos interesses capitalistas.

Diante de tal situação, as pressões aumentaram e, nos dias 22 e 23 de agosto, surgiram manifestações militares exigindo a renúncia de Getúlio Vargas. O presidente, no entanto, recusava-se a deixar o cargo, mesmo denunciando as manobras oposicionistas, ele ficava cada vez mais isolado no poder.

Finalmente, no dia 24 de agosto, pela manhã, Getúlio recebe mais um ultimato, desta vez com a assinatura do ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, exigindo seu afastamento. Isolado no Palácio do Cadete, Vargas pratica seu último ato político: redige a carta-testamento e suicida-se com um tiro no coração.

A morte de Vargas comoveu grande parte da população, gerando um clima de comoção nacional. Carlos Lacerda fugiu do país, com medo de uma reação popular.

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