História do Governo de Jânio Quadros (1961)

O GOVERNO JÂNIO QUADROS (1961)

Para tomar posse em janeiro de 1961, sucedendo a Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros teve que concorrer como candidato da UDN, contra o marechal Henrique Teixeira Lott, que contava com o apoio do PTB e do PSD, além de Ademar de Barros, candidato independente, pelo PSP.

Contando com uma votação maciça, Jânio apoiou João Goulart, candidato à vice-presidência pelo PTB, ignorando o próprio candidato da UDN, Roberto Campos. Desta forma, João Goulart foi novamente eleito vice-presidente.

Jânio governou o país, num momento de forte crise financeira, com uma extensa inflação e déficit na balança de pagamentos, acompanhado por uma conseqüente dívida externa, situação esta herdada de JK. Para combater tal situação, Jânio instalou uma política anti-inflacionária, restringindo os créditos, congelando os salários e incentivando as exportações.

Restaurou as relações diplomáticas com a União Soviética, além de condecorar um dos líderes da Revolução Cubana, o médico argentino Ernesto “Che” Guevara. Tais atitudes começaram a preocupar os representantes norte-americanos, assim como os setores brasileiros ligados ao capital internacional.

Um dos mais ferrenhos opositores a Jânio foi o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, que acusou o presidente de estar preparando um golpe de Estado. Sem apoio dos setores da sociedade brasileira, da direita ou da esquerda, muito menos dos setores populares, não restou a Jânio senão renunciar ao cargo.

Alegando pressões das chamadas “forças ocultas”, o presidente renunciou após sete meses de governo, provocando uma crise política, já que seu vice-presidente, João Goulart, estava ausente do país em visita à China, representando o governo brasileiro. Como solução, foi dada posse ao presidente da Câmara dos Deputados, Ranieli Mazzili.

História do Governo de Jânio Quadros (1961)

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