Gioconda

A HISTORIA
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FLORENÇA, (ANSA) – A “Giconda” do Leonardo da Vinci, ou melhor, a mulher retratada no famoso quadro do Louvre de Paris, existiu realmente e era do Chianti (região italiana), de uma família da pequena nobreza rural dona de poderes e terrenos no território Greve e Castellina.

Esta descoberta é resultado de uma pesquisa baseada em documentos do arquivo de Estado de Florença realizada por um pesquisador florentino, Giuseppe Pallanti.

Além de evidências e lugares nos quais viveu a mulher, dando desta forma a prova da sua existência, a pesquisa, indiretamente, confirma os testemunhos de Vasari, segundo o qual a “Gioconda” viveu realmente e era de fato monna (senhora) Lisa Gherardini, casada com o rico negociador de seda florentino Francesco Del Giocondo (por isso o apelido) como segunda esposa.

O êxito da pesquisa foi publicado no livro Monna Lisa, mulier ingênua do próprio Pallanti.

“Na realidade, explicou Giuseppe Pallanti, a Gioconda eram monna Lisa Gherardini, mulher que viveu realmente entre Florença, onde nasceu em Maio de 1479, e o Chinati, entre o final do 1400 e a primeira parte do 1500”.

A mulher alternava breves estadias em Chianti, devido às ligações familiares, com a residência em Florença, onde o casamento com os ricos Del Giocondo, entre outras coisas fornecedores dos Medici, colocaram-na em uma posição social de relevo decisiva para o seu encontro com Leonardo da Vinci.

“Existem indícios importantes neste sentido”, conta Pallanti. “O pai de Leonardo, ser Piero, que era o despachante mais importante de Florença e que procurava clientes para seu filho, teve como seu cliente a família Del Giocondo. Além do mais, resulta que Leonardo viveu em Santissima Annuzniata, entre o 1501 e o 1503, lá onde a família Del Giocondo tinham uma capela de família e onde a mulher possivelmente ia rezar”.

A pesquisa reencontrou também o testamento com a qual Francesco Del Giocondo, que tinha 14 anos a mais que monna Lisa, morto em 1538, deixou os seus bens para a mulher definindo-a “mulher ingênua”.

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