Frei Betto (Biografia)

Frei Betto

Carlos Alberto Libânio Christo. Conhecido como Frei Betto. Teólogo brasileiro e um dos maiores expoentes da Teologia da Libertação. – Sacerdote da Ordem dos dominicanos. Escritor de ideias progressistas que apoiou os movimentos de libertação na América Latina. Possui, entre outros reconhecimentos, o prêmio Juca Pato por seu livro Fidel e a religião; a Medalha da Solidariedade, das mãos do Governo de Cuba; o troféu Paulo Freire de Compromisso Social (2000), dos Conselhos de Psicologia do Brasil e o prêmio ALBA das Letras em reconhecimento ao conjunto de sua obra literária.[1]

Sumário
1 síntese biográfica
1.1 vida política
2 Obras
3 prêmios
4 referências
5 Fontes

Informações pessoais
Nome secular Carlos Alberto Libânio Christo
Nome religioso Frei Betto
Nascimento 25 de de 1944
Belo Horizonte, Bandeira do Brasil Brasil
Estudos teologia, filosofia e antropologia.
Profissão Escritor, filósofo e teólogo
Pais Antônio Carlos Vieira Christo e Stella Libânio

Síntese biográfica
É filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora de livros de culinária regional Stella Libânio.

Ingressou na JEC (Juventude estudante Católica). No início dos anos sessenta, ele realizou trabalhos como jornalista. Em 1964 (com vinte anos de idade), enquanto estudante de jornalismo, decidiu entrar na ordem dos dominicanos.

Nesse mesmo ano, durante o governo da ditadura militar brasileira foi preso e torturado durante 15 dias. Professou nessa ordem, em 10 de Fevereiro de 1966, em São Paulo.

Em 1969 ele foi preso novamente, e passou quatro anos na prisão por causa de sua oposição política ao regime militar. Em 1973— ao recuperar a liberdade-mudou-se para uma favela (bairro paupérrimo) na cidade de Vitória. Embora nunca tenha empunhado uma arma, foi colaborador da organização guerrilheira ALN (Ação Libertadora Nacional), e —junto com outros frades dominicanos— desenvolveu um grupo de apoio aos perseguidos políticos. Durante esses anos estudou teologia, filosofia e antropologia.

Em 1979 mudou-se para uma favela de São Paulo. Ali conheceu o dirigente Operário Lula da Silva (atual presidente do Brasil).

Tornou-se até hoje amigo pessoal de Luís Inácio Lula da Silva e de Leonardo Boff. É padrinho da filha do compositor e político Chico Buarque e do Filho do deputado Vicentinho, ex-presidente da CUT.

Depois de completar 4 anos de prisão, o STF reduziu sua sentença para 2 anos. Ele relatou sua experiência na prisão no livro “Batismo de sangue” (traduzido na França e na Itália. O livro descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte do guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969) e as torturas sofridas pelo dominicano Frei Tito (1945-1974). O livro foi levado ao cinema no filme homônimo, dirigido por Helvécio Ratton e lançado em 2006 no Brasil.

Nos anos oitenta ele começou a aconselhar alguns “países socialistas” sobre as relações Igreja-Estado. Ele viajou para Cuba, Checoslováquia, China, União Soviética, Nicarágua E Polônia.

Ainda está ligado ao convento dos dominicanos de São Paulo, no qual conserva sua cela. Participa nos retiros que promove a ordem e exerce de alguma forma, a atividade pastoral.

Desenvolveu a sua actividade pastoral entre as CEB (Comunidades Eclesiais de Base) nos bairros do cinturão industrial de São Paulo.

Em duas ocasiões -1985 e 2005, foi premiado com o Jabuti, o prêmio literário mais importante do Brasil. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores. Assessor de movimentos sociais, como as Comunidades Eclesiais de Base e o movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra. Entre 2003 e 2004 foi assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero.

Vida política
Ele prestou seu apoio e se juntou à ampla lista de figuras proeminentes da América Latina que manifestaram seu apoio à independência de Porto Rico através de sua adesão à proclamação do Panamá aprovada por unanimidade no Congresso Latino-americano e Caribenho pela independência de Porto Rico realizado no Panamá em 18 e 19 de novembro de 2006.

Entre esses autores que deram seu apoio inequívoco ao direito de Porto Rico a exercer seu direito à plena descolonização e autodeterminação, encontram-se as seguintes figuras cujo reconhecimento é de estatura mundial: Mario Benedetti, Thiago De Mello, Pablo Armando Fernández, Eduardo Galeano, Gabriel_García_Márquez, Pablo milanês, Carlos Monsivais, Mayra Montero, Ernesto Sabato, Luis Rafael Sánchez e Ana Lydia Vega

Obras
Batismo de sangue (memórias)
Das catacumbas (cartas pessoais)
O amor fecunda o universo. Ecologia e espiritualidade (com Marcelo Barros)
1988: A noite em que Jesus nasceu
Fidel e religião
A mosca azul
Calendário do poder
Entre todos os homens (ficção; biografia não autorizada de Jesus)
Sinfonia universal: a visão de mundo de Teilhard de Chardin (ensaio)
Treze contos diabólicos e um angélico (ensaio)
Alfabeto: autobiografia escolar (memórias)
A obra do artista. Uma visão holística do universo (ensaio)
A menina e o elefante (literatura infantil)
Uala, ou amor (literatura juvenil)
Alucinado som de tuba (Ficção juvenil)
Hotel Brasil (ficção)
O vencedor (Ficção juvenil)
Um homem chamado Jesus (romance)
Paraíso perdido. Viagens pelo mundo socialista
O que a vida me ensinou

Editorial Ciências Sociais

Editora Verde-Oliva

Editora Novas Pessoas

Editora sede de beleza

Editorial Caminhos

Editorial Ciências Sociais

Editorial Caminhos

Prémios
1985: Prêmio Juca Pato, por Batismo de sangue.
1982: Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do livro, por Batismo de Sangue.
1996: Troféu sucesso Mineiro, pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
1998: prêmio CREA/RJ De Meio Ambiente, em 1998, do CREA / RJ.
1998: medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro).
2000: troféu Paulo Freire de Compromisso Social.
2000: Medalha da Solidariedade do governo cubano.
2007: título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
2013: Prêmio Internacional José Martí da Unesco, criado em 1995 por iniciativa do Governo da República de Cuba; concedido na sede da Unesco na cidade de Paris (França).
2015: Categoria Especial Doutor Honoris Causa em Filosofia, entregue pela Universidade de Havana.[2]

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