Filha de um aristocrata peruano,Flora Tristan nasceu na França, em 1803. Casou-se muito jovem com um artista gravador. Sofreu muito com o marido, que era alcoólatra e violento.

Em 1825, Flora abandonou o marido, mas não pôde separar-se dele legalmente, porque nessa época o divórcio não era permitido. Na separação, não pôde ficar com os filhos, pois somente a autoridade paterna era reconhecida.

Seus problemas agravaram-se ainda mais quando seu marido tentou matá-la a punhaladas. Flora sobreviveu, mas deixou a França, indo morar em outros países — Inglaterra e Peru.

A partir daí começou a escrever livros, nos quais criticava violentamente os ricos proprietários e os políticos. Além disso, denunciou o papel humilhante atribuído às mulheres em todas as sociedades, desde as índias do Peru até as ricas aristocratas da Inglaterra.

No livro A união proletária, publicado em 1843, Flora convocou trabalhadores e trabalhadoras do mundo a unirem-se sem distinção de classe, profissão, país e sexo; reivindicou a emancipação feminina e o restabelecimento do divórcio, que tinha deixado de ser reconhecido em 1816. Morreu em 1844, depois de concluir uma viagem pelo interior da França para expor suas idéias. Anos depois, Karl Marx retomou suas idéias no Manifesto do Partido Comunista, cujo lema, inspirado em Flora, ficou famoso: “Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”.

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