O Fascismo na Itália

Após a Primeira Guerra Mundial, a Itália teve de enfrentar o saldo doloroso do conflito: 700 mil mortos, 500 mil feridos e dívidas enormes contraídas junto aos bancos dos Estados Unidos e da Inglaterra. Além disso, a fome, a inflação e o desemprego afetavam os operários e os camponeses, provocando grande agitação social.
Foi nesse clima de instabilidade que Benito Mussolini (1883-1945) fundou, em 1921, o Partido Nacional Fascista.

Mussolini e seus companheiros de partido apresentavam- se como solução para a crise italiana. Afirmavam ser capazes de acabar com as greves operárias e com a agitação dos socialistas e de encaminhar a economia do país ao crescimento. Muitos industriais acreditaram nessas propostas e financiaram a ascensão fascista. Em 1922, Mussolini conquistou o poder na Itália. O movimento fascista, segundo o próprio Mussolini, não tinha, em 1919, uma doutrina
claramente elaborada. Representava uma enérgica vontade de ação de cunho nacionalista dirigida contra o liberalismo e o socialismo. Sendo também antiproletário, atraiu as classes médias conservadoras e a alta burguesia.
Aos poucos, definiram-se as concepções fascistas sobre a sociedade-modelo a ser construída.

Nessa sociedade, o indivíduo deveria ser totalmente submisso às necessidades do Estado, que se tornaria, então, uma entidade poderosa, capaz de controlar a vida social. Como dizia Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.

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