Exploração de diamantes

Além do ouro, merece destaque a exploração de diamantes que ocorreu, a partir de 1729, no Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais.
Desde o início da exploração, o governo português tinha dificuldade em controlar a cobrança de impostos sobre os diamantes. Grande quantidade deles era escondida da fiscalização pelos mineradores, que, assim, deixavam de pagar o quinto estabelecido pela Fazenda Real.
Devido a essas dificuldades, em 1740 o governo português decidiu entregar a extração das pedras preciosas a particulares. A extração era permitida mediante um contrato de exploração, que estabelecia a figura de um contra- tador, responsável pela exploração dos diamantes e entrega à Coroa de parte da produção. Essa forma de exploração durou até 1771, quando a Coroa portuguesa decidiu assumir diretamente a extração diamantina e criou a Intendência dos Diamantes.
Esse órgão tinha amplos poderes sobre a população do distrito diamantino; os fiscais podiam, entre outras coisas, confiscar bens e controlar a entrada e saída de pessoas do distrito. Mas nem assim o contrabando de diamantes terminou.
Calcula-se que, entre 1730 e 1830, foram extraídos aproximadamente 160 kg de diamantes em Minas Gerais.
Foi principalmente em função do ouro que os moradores de Minas Gerais organizaram suas atividades e fizeram surgir cidades como Vila Rica (atual Ouro Preto), Congonhas do Campo, Mariana, Sabará e São João dei Rei. Pela primeira vez na colônia, uma série de núcleos urbanos eram criados próximos uns dos outros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *