Expansão militar

Como imperador e comandante das forças armadas, Napoleão liderou uma série de guerras para expandir o domínio da França. O exército francês foi fortalecido numericamente-em armas e soldados, tornando-se o mais poderoso da Europa. Os diplomatas ingleses, acreditando que o fortalecimento militar e econômico da França representava uma ameaça para a economia de seu país, empenharam-se em formar coligações internacionais contra o novo governo
francês e seu expansionismo. Além disso, achavam que o exemplo do governo francês poderia influir nos países em que ainda vigoravam regimes absolutistas, estimulando rebeliões.


A primeira coligação formada para deter o avanço francês reuniu tropas da Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia.
Em outubro de 1805, a marinha francesa tentou invadir a Inglaterra, mas foi derrotada.
Os ingleses, comandados pelo almirante Nelson, venceram os franceses na Batalha de Trafalgar, que firmou o poderio naval britânico. Recuperando-se da derrota marítima, as forças francesas conseguiram sucessivas vitórias
terrestres sobre seus inimigos: venceram a Batalha de Austerlitz, em 1805, na Áustria, e outras na Prússia (1806) e Rússia (1807).

Bloqueio Continental

Em represália pela derrota militar para os ingleses, o governo napoleônico procurou outros meios para enfraquecer a Inglaterra. Decretou, em 1806, o Bloqueio Continental, pelo qual todos os países do continente europeu teriam de fechar seus portos ao comércio inglês. O objetivo dessa medida era prejudicar a economia inglesa, provocando uma crise na indústria do país. Os produtores franceses seriam beneficiados, pois, sem a concorrência inglesa, podiam ampliar a venda de seus produtos na Europa e no mundo.

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