História dos Estados Unidos (Idade de Ouro)

A Idade de Ouro, após a Guerra Civil, os Estados Unidos assistiram ao desencadeamento de uma impressionante expansão industrial e agrícola, como também à racionalização e mecanização da agricultura, a expansão da fronteira agrícola, com a expulsão dos índios de suas terras. Redes ferroviárias são estendidas em todas as direções, produção de aço, de petróleo e utilização da energia elétrica dão a dimensão dos enormes progressos. Todo esse desenvolvimento se fazia mediante a aplicação de tarifas alfandegárias protecionistas e o enorme afluxo de imigrantes e capitais europeus. Inclui ainda a criação de um sistema bancário nacional. Logicamente, surgirão novas contradições.

Por exemplo: as tarifas alfandegárias protecionistas preservam o mercado interno de produtos industriais importados. Os produtores agrícolas, sobretudo os pequenos, têm que comprar suas máquinas no mercado interno a um preço alto, uma vez que está protegido da concorrência externa. Esses mesmos produtores vendem seus produtos interna e externamente a preços de mercado mundial, mais baratos.

Muitos pequenos produtores ficam assim endividados e outros abertamente arruinados. Surge então um movimento originário desses pequenos fazendeiros, que exige importantes reformas, desembocando na formação do Partido do Povo. Esse grupo causa dificuldades aos tradicionais Partido Democrata e Republicano, que têm que ponderar e aprovar medidas que ao mesmo tempo mantenham o protecionismo, como a Tarifa McKinley, em 1890, e atendam à luta contra os monopólios, como a Lei Sherman, também de 1890, que declara ilegais os “trustes”. O movimento operário dá também os primeiros passos, com organizações de todo tipo, que vão daquelas que pregam a conciliação entre capital e trabalho, àquelas que lutam pela revolução, contra o capitalismo.

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