História dos Estados Unidos (Crise de 29 e New Deal)

Desde 1922, em plena Grande Prosperidade, já podiam ser detectados sinais de superprodução. Convém lembrar que a Europa, a essa altura, já apresentava claros índices de recuperação dos desastres da 1ª Guerra. Os Estados Unidos, de qualquer forma, já emergiam como a grande potência econômica e militar. Em outubro de 1929, dá-se a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Em pouco tempo, centenas de bancos quebraram, milhares de empresas industriais e comerciais também, e se produziram milhões de desempregados.

O governo americano, republicano, fiel aos princípios do liberalismo, nada faz, exceto o reforço do protecionismo, ao mesmo tempo em que se cobram as dívidas dos outros países, e os investidores tratam de repatriar o capital investido em outras partes do mundo, especialmente na Europa. Resultado: a crise americana torna-se mundial.

Os republicanos perdem a eleição presidencial de 1932 para o democrata Franklin Delano Roosevelt. Este propusera abertamente em sua campanha o fim do liberalismo, defendera a intervenção do Estado na economia. Seu programa chamou-se “New Deal”. Assumindo em 1933, adotou, nos primeiros cem dias, várias medidas de impacto, intervindo no setor financeiro. Sua política econômica, inspirada no economista John Maynard Keynes, levava o Estado a incentivar a construção civil e outros setores capazes de gerar empregos.

Ampliava a democratização política e social, criando uma legislação trabalhista, liberava e estimulava a atuação sindical, provocando além da recuperação dos empregos, melhores salários e condições de vida, ampliando assim o mercado consumidor. Em seu primeiro mandato, enfrentou forte resistência dos liberais republicanos, tanto no Congresso quanto na Suprema Corte, onde haviam se encastelado. Ameaçou intervir na Suprema Corte e pôde avançar em seu programa.

Foi reeleito três vezes, em 1936, 1940 e 1944. Faleceu em abril de 1945. Sua política externa manteve o interesse pela América Latina, mudando, no entanto, de tática: estabeleceu a política da Boa Vizinhança. Os efeitos dessa atitude foram benéficos, sobretudo, quando estourou a 2ª Guerra Mundial (1939), e Roosevelt precisou primeiro neutralizar a diplomacia do Eixo, especialmente a da Alemanha nazista; depois obter o apoio latino americano aos Estados Unidos, quando estes entram na guerra (dezembro de 1941).

O crescimento do nazi-fascismo encontrou Roosevelt de mãos atadas pelo isolacionismo republicano que dominava o Congresso. Teve que usar de artifícios para financiar o esforço de guerra inglês, mas o ataque japonês a Pearl Harbour, permitiu-lhe jogar toda força econômica e militar dos Estados Unidos contra o Eixo.

Participou pessoalmente das conferências de Teerã e Yalta, com Churchill e Stalin. Nessa última, decidiram-se os critérios de partilha do mundo do pós-guerra: as zonas de influência americana e soviética. Morto em abril de 45, a guerra terminou em maio, realizou-se a conferência de Potsdam, na Alemanha, e o representante americano já foi Harry Truman, vice de Roosevelt.

História dos Estados Unidos (Crise de 29 e New Deal)

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