Governo de Deodoro da Fonseca

0 marechal Deodoro da Fonseca, candidato à presidência, tinha o apoio de muitos militares. Porém, os poderosos fazendeiros de café, representantes da elite econômica do país, receavam o autoritarismo de Deodoro, e muitos
o responsabilizavam pela crise econômica do Encilhamento, pois Rui Barbosa era seu ministro. Nessas primeiras eleições, a oligarquia cafeeira de São Paulo apresentou seus candidatos:
Prudente de Morais para presidente e o marechal Floriano Peixoto para vice-presidente. Os setores militares insistiram na candidatura de Deodoro da Fonseca, com o almirante Eduardo Wandenkolk como vice-presidente.

Com o apoio dos militares, que pressionavam as ações do Congresso, o marechal Deodoro venceu as eleições, em 1891, com a pequena vantagem de 32 votos sobre Prudente de Morais. O vice-presidente da chapa de Deodoro, entretanto, perdeu a eleição para Floriano Peixoto. Dissolução do Congresso Embora tivesse vencido as eleições, o marechal Deodoro não tinha apoio político suficiente para governar o país com tranqüilidade. Sofria a oposição dos grandes cafeicultores de São Paulo, que dispunham de vários representantes no Congresso Nacional. Como não conseguia lidar com a oposição parlamentar, Deodoro, em novembro de 1891, decidiu fechar o Congresso e prender seus principais líderes, atitude que representava grave desrespeito à Constituição.

A oposição política organizou-se. Em protesto contra o autoritarismo do governo, os trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil entraram em greve e, enquanto isso, membros da marinha — liderada pelo almirante Custódio José de Melo — ameaçavam bombardear o Rio de Janeiro com os navios de guerra ancorados no porto, no episódio que ficou conhecido como Primeira Revolta da Armada. Diante dessa situação, Deodoro renunciou à presidência em 23 de novembro de 1891. Seu cargo foi ocupado pelo vice-presidente, Floriano Peixoto.

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