História da Vihuela

Há dois tipos de vihuela comuns na Idade Média: a vihuela de arco (tangida por um arco) e a vihuela de peñola (tocada com um plectrum). A vihuela de mano (tocada com os dedos) surgiu no século XV e tornou-se muito popular na Espanha no século XVI, sendo chamada apenas de vihuela. Na Itália era chamada de viola de mano.

A vihuela tinha a forma da viola de arco do século XV, possuía de 10 a 11 trastes móveis feitos de tripa, uma roseta central, cordas duplas (ordens) de tripas presas a uma ponte fixada no tampo, arranjadas em 5, 6 ou 7 ordens (cordas duplas) afinadas em uníssono e com um comprimento de corda de aproximadamente 65 cm. A afinação da vihuela de 6 ordens mais comum é a seguinte: 4a – 4a – 3a maior – 4a – 4a, do grave para o agudo.

Afinação da vihuela (Figura 1)

Há poucos registros sobre a técnica da mão esquerda ao se tocar vihuela. Venegas de Hestrenosa e Fuenllana explicam como um dedo da mão esquerda divide a ordem e pressiona apenas uma de suas cordas para que se tenha a adição de mais uma voz ao contraponto. Quanto à mão direita, segundo Fuenllana, o instrumento era tocado sem unhas.

Em várias pinturas e ilustrações da época, pode-se notar que os vihuelistas tocavam com o dedo mínimo apoiado sobre o tampo da vihuela. O polegar, podia ficar disposto para dentro da posição da mão (figueta estranjera) ou para fora (figueta castellana) na realização de passagens rápidas de escalas (redobles), utilizando a técnica de dos dedos, a qual consiste no uso do polegar e dedo indicador, alternadamente, ou do dedo indicador e médio alternados.

Para realizar os redobles, utilizava-se também a técnica do dedillo, na qual o dedo indicador realiza rápidos movimentos para dentro e para fora. A figura 2 mostra a indicação do uso destas técnicas em tablaturas originais, e a figura 3 indica como seriam aplicadas as técnicas.

Alonso Mudarra: Fantasia pa(ra) desenboluer las manos (Figura 2)
Alonso Mudarra: Fantasia pa[ra] desenboluer las manos [Transcrição da autora] (Figura 3)

Os vihuelistas eram músicos profissionais que proviam música na corte e em círculos aristocráticos, no entanto, havia muitos músicos amadores que se interessavam pelo instrumento e aos quais parecem direcionados os livros de tablatura impressos pelos profissionais. Eis aqui a bibliografia renascentista referente à vihuela segundo Goluses.

História da Vihuela

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para o topo