O Coronelismo

Atualmente, a economia brasileira tem uma produção industrial e agrícola bastante diversificada, além de um destacado e complexo setor de serviços. Cerca de 80% da população do país vive em áreas urbanas (IBGE. Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio — Pnad, 2003). Durante a Primeira República, a situação era bem diferente,
como podemos observar nos dados da tabela.

Em 1920, a economia brasileira era essencialmente agrícola. Quase 70% da população em atividade trabalhava na agricultura. Nessa sociedade, havia nas fazendas grande número de trabalhadores que recebiam salários miseráveis
e, por isso, dependiam dos coronéis, que exploravam sua força de trabalho. Auxílios como empréstimos em dinheiro, na educação dos filhos e em momentos de doença, por exemplo, eram formas utilizadas pelo coronel para criar a dependência dos trabalhadores e mantê-los sob controle. Mas o poder dos coronéis ultrapassava os limites da fazenda, chegando também às cidades. Os principais empregos e cargos estavam sujeitos à sua influência pessoal: na prefeitura, na delegacia, na escola, no cartório público e na estação de trem, por exemplo. Donos de armazéns, médicos, advogados, prefeitos, vereadores, delegados, juizes, padres, professores — todos procuravam se aproximar dos coronéis em busca de favores, o que caracterizava o clientelismo.

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