Chico Buarque (Biografia)

Chico Buarque

Francisco Chico Buarque de Hollanda ―mais conhecido como Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944)― é um poeta, músico, compositor, dramaturgo e romancista Brasileiro.

Sumário
1 síntese biográfica
1.1 Músico e compositor
1.2 O exílio
1.3 sua música contra a ditadura
2 Discografia
3 obra literária
3.1 romances
3.2 Teatro
4 filmografia
4.1 Participação em filmes de ficção
5 Fontes

Chico Buarque
Nome Francisco Buarque de Hollanda
Nascimento 19 de de 1944
cidade do Rio de Janeiro,
Brasil Bandeira do Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação poeta, músico, compositor, dramaturgo e romancista Brasileiro.
Conhecido por Chico Buarque
Pais Sergio Buarque de Hollanda

Síntese biográfica
Nasceu no seio de uma família intelectual e privilegiada. Seu pai, Sergio Buarque de Hollanda, era um conhecido historiador e sociólogo e o nome de seu tio, o lexicógrafo Aurélio Buarque de Hollanda, é amplamente associado aos dicionários brasileiros de português. Buarque era um menino estudioso com um interesse precoce na música e na escrita. Desde cedo impressionou-lhe a música, sobretudo a bossa nova e em especial o trabalho de João Gilberto.

Músico e compositor
A estréia pública de Buarque como músico e compositor ocorreu em 1964 e logo se tornou uma reputação através de sua participação em festivais musicais e programas de TV. Seu primeiro álbum, Chico Buarque, mostrava o trabalho por vir, com sambas cativantes, caracterizadas por trocadilhos criativos e um fundo de nostalgia trágica.

O exílio
Em 1964― o ano do golpe militar do Brasil-Chico escreveu sobre a situação e evitou a censura ao usar analogias enigmáticas e trocadilhos. Por exemplo, na canção “Cálice” joga com as palavras portuguesas para “cale-se” e “cálice” para cantar sobre a opressão militar sob o disfarce de relato bíblico.

Sua crescente atividade política contra a ditadura militar do Brasil lhe valeu ser preso em 1968 e o moveu para o exílio na Itália em 1969. Chico Buarque retornou ao Brasil em 1970, onde empregou sua fama e habilidade para escrever canções como protesto contra a ditadura. Nesta época, seu simples protesto (ligeiramente dissimulado) “Apesar de voçê” passou despercebido de alguma forma pelos censores militares e se tornou o hino do Movimento democrático. Depois de vender 100.000 cópias, o single foi finalmente censurado e todas as cópias foram retiradas do mercado. Apesar da censura, canções como “Samba de Orlý” (1970),” Acorda amor “(1974) e” Vai passar ” (1983), fizeram patente a contínua oposição de Chico.

Sua música contra a ditadura
Nos anos setenta e oitenta, Chico colaborou com cineastas, dramaturgos e músicos em trabalhos que protestavam contra a ditadura.

Em 1998, a escola de samba de Mangueira ganhou o primeiro lugar do carnaval carioca, com um tema de homenagem a Chico Buarque.

Discografia
Chico Buarque de Hollanda (RGE, 1966).
Morte e Vida Severina (RGE, 1966).
Chico Buarque de Hollanda, Vol. 2 (RGE, 1967).
Chico Buarque de Hollanda, Vol. 3 (RGE, 1968).
Chico Buarque de Hollanda (Philips, 1968).
Uma e outras (Philips, 1969).
Chico Buarque de Hollanda (Philips, 1969).
Chico Buarque na Itália (Philips, 1969).
Apesar de você (Philips, 1970).
Per un pugno di samba (Philips, 1970).
Chico Buarque de Hollanda, Vol. 4 (Philips, 1970).
Construção (Média: Philips, [[1971]).
Quando o carnaval chegar (Philips, 1972).
Caetano e Chico juntos e ao vivo (Philips, 1972).
Chico canta (Philips, 1973).
Sinal datado (1974).
Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo (Philips, 1975).
Meus caros amigos (Philips, 1976).
Cio da Terra compacto (1977).
Os saltimbancos (Philips, 1977).
Gota d’água (1977).
Chico Buarque (Philips, 1978).
Ópera do Malandro (Philips, 1979). Versão de” a ópera dos três centavos”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Vida (Philips, 1980).
Show 1º de Maio (1980).
Almanaque (Philips, 1981).
Saltimbancos trapalhões (Philips, 1982).
Chico Buarque em português (Philips, 1982).
Para viver um grande amor (1983).
O Grande circo místico (Barclay, 1983).
Chico Buarque (Philips, 1984).
O corsário do rei (Philips, 1985).
Ópera do malandro (Philips, 1985).
Malandro (Philips, 1985).
Melhores momentos de Chico & Caetano (Globo, 1986).
Francisco (RCA, Ariola, 1987).
Dança da meia-lua (RCA, Ariola, 1988).
Chico Buarque (RCA, Ariola, 1989).
Menino Buarque ao vivo Paris Le Zenith (RCA, 1990).
Paratodos (RCA, 1993).
Uma palavra (RCA, 1995).
Terra (1997).
As cidades (BMG, 1998).
Menino ao vivo (BMG, 1999).
Cambaio (BMG, 2001).
Duetos (2002).
Carioca (Biscoito, 2006).
Obra literária
Romances
A banda (1966).
Fazenda Modelo (1974).
Chapeuzinho Amarelo (1979).
A bordo do Rui Barbosa (1981).
Estorvo (1991).
Benjamin (1995).
Budapeste (em Espanhol Budapest, 2003).
Leite derramado (2009).
Teatro
Roda viva (1967).
Calabar (1973).
Gota d’água (1975).
Ópera do malandro (1978).
O Grande circo místico (1983, com Edu Lobo).
Cambaio (2003, com Edu Lobo).
Filmografia
Participação em filmes de ficção
Quando o carnaval chegar (1972).
Os saltimbancos trapalhões (1981).
Para viver um grande amor (1983).
Ópera do malandro (1985).
Estorvo (2000).
Benjamin (2003).

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