Catolicismo

Na época da colonização, a lei determinava que o catolicismo era a religião oficial em Portugal: todos os súditos portugueses deveríam ser católicos, caso contrário estariam sujeitos a perseguição. Religiosos católicos participaram do processo de colonização, num esforço conjunto com representantes do governo português. Isso porque o governo e a Igreja estavam ligados pelo regime do padroado, um acordo entre o papa e o rei, que estabelecia uma série de deveres e direitos da Coroa portuguesa em relação à Igreja. Padroado: direitos e deveres da Coroa
Entre os deveres da Coroa portuguesa estavam:
• garantir a expansão do catolicismo em todas as terras conquistadas pelos portugueses;
• construir igrejas e cuidar de sua conservação;
• remunerar os sacerdotes por seu trabalho religioso. Em contrapartida, eram direitos da Coroa:
• nomear bispos e criar dioceses (região eclesiástica administrada pelo bispo);
• recolher o dízimo (a décima parte dos ganhos) ofertado pelos fiéis à Igreja.

Presença da Igreja

Houve vários momentos de conflito entre padres da Igreja e autoridades da Coroa. Tornou-se comum, por exemplo, a participação de padres em rebeliões coloniais.
Apesar disso, de modo geral, a Igreja e o Estado português atuavam em harmonia. Cabia às autoridades políticas administrar a colônia, decidindo, por exemplo, sobre as formas de ocupação, povoamento e produção econômica. Já para os religiosos ficou, em parte, a tarefa de ensinar a obediência a Deus e ao rei, defendendo o trono por meio do altar.

No Brasil colonial, seguindo o costume português, desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus.
Na parede contígua à cama, havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda ou do santo; uma pequena concha com água benta; o rosário dependurado na cabeceira da cama.
Antes de levantar-se da cama, da esteira ou da rede, todo cristão devia fazer imediatamente o sinal-da-cruz completo, recitando a jaculatória [oração curta]: pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus Nosso Senhor,
dos nossos inimigos. Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, amém. Os mais devotos, ajoelhados no chão, quando menos recitavam o bê-á-bá do devocionário popular: a ave-maria, o pai-nosso, o credo e a salve-rainha. Orações que via de regra todos sabiam de cor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *