Castelos de Portugal

Castelo de Leiria

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Castelo de Arnóia

Castelo de Arnóia
Castelo de Arnóia

O Castelo de Arnóia apresentava-se, no início do século XX, em completo estado de degradação tendo sido posteriormente alvo de restauros e consolidação das suas estruturas. É a partir do ano de 1961 que estas obras começam e em 2004 é aberto ao público para poder ser visitado. Presentemente pode lá encontrar um centro interpretativo onde está patente uma exposição acerca da história do castelo e também do concelho de Basto. Lá se descobrem também dados arqueológicos, maquetas, painéis audiovisuais, uma pequena biblioteca e uma reserva do espólio arqueológico.

Mas vamos falar do castelo propriamente dito ou melhor da sua construção. Esta localiza-se nos finais do século X e princípios do século seguinte e pensa-se que a construção da fortaleza se ligou diretamente à defesa do Mosteiro de São Bento de Arnóia. O seu primeiro alcaide foi Múnio Muniz, sendo este castelo de extrema importância como centro defensivo.

Após a independência de Portugal, os alcaides sucederam-se sendo todos eles de origem de diversas famílias nobres. Isto até ao ano de 1284 porque depois sucede-se uma grande disputa com Martim Vasques da Cunha, o então alcaide, que estava ao lado do infante D. Afonso e contra o rei D. Dinis. Este rei procede ao arrendamento do castelo e terrenos contíguos aos moradores de Celorico de Basto. No entanto, mais tarde, aquando da ascensão de D. João I ao trono, as Terras de Basto voltam para as mãos dos Vasques da Cunha.

Arnóia tornou-se sede de conselho em 1520, e os alcaides seguintes continuam a ser escolhidos entre os nobres locais e no período filipino o alcaide pertenceu à família Castros.

Em 1719 D. João V resolve mudar para de Freixieiro a sede de concelho, mais tarde dando lugar à presente vila de Celorico de Basto. Esta mudança vai fazer com que a decadência da fortaleza acontecesse, e em 1758 rezam as Memorias paroquiais, este encontra-se completamente ao abandono.

Castelo de Monsanto

Castelo de Monsanto
Castelo de Monsanto
Historia do Castelo de Monsanto
Historia do Castelo de Monsanto

O Castelo de Monsanto pertence ao distrito de Castelo Branco, estabelecido na Beira Baixa mais propriamente no concelho de Idanha-a-Nova, na freguesia de Monsanto.

O citado castelo apresenta-se no cimo de um monte, na margem direita do rio Pônsul, com uma arquitetura militar e medieval. Ostenta ainda três recintos rodeados de muros que sugerem uma defesa passiva: um recinto com traçado irregular e ovalado, um recinto lateral com um delineamento oblongo e irregular e ainda um recinto interior com um projeto rectangular e que integra as canhoneiras e as respetivas rampas.

As suas muralhas são desprovidas de merlões e a casa do guarda tem uma planta retangular com uma porta que ostenta um arco pleno e bombardeiras cruzetadas. As restantes portas são igualmente em arco pleno e com uma cobertura com abóbada de berço. No que diz respeito às torres, incluindo a de vigia, estas são também de planta retangular adornadas pelo exterior. O castelo é também composto por uma cisterna que se apresenta com dois arcos plenos.

Segundo se sabe foi na época da vivência de D. Afonso Henriques, quando este se apoderou daquelas terras, que foi mandado construir este castelo sob a responsabilidade de D. Gualdim Pais. Mais tarde, é D. Dinis que se responsabiliza pela reconstrução e ampliação das suas infraestruturas. No reinado de D. Manuel I, os muros do castelo são fortalecidos por cinco torres.

No século XVII são feitas mais duas cortinas defensivas e é nessa mesma altura que se processa a remodelação da Capela de Nossa Senhora do Castelo. É no início do século XIX que se dá uma nova remodelação havendo lugar à demolição de cinco torres e a construção de três novas baterias de reforço do portão da entrada, de um baluarte colateral à muralha e da utilização da igreja do castelo como paiol. Depois de muitas transformações e demolições verificadas ao longo da sua existência, o Castelo e as Muralhas de Monsanto são classificados como Monumento Nacional a 29 de Setembro de 1948.

Castelo de Marialva

Castelo de Marialva
Castelo de Marialva

O Castelo de Marialva situa-se na Beira Alta, no distrito da Guarda, mais propriamente numa vila com o mesmo nome. Foi construído no cimo de um penedo, ficando dessa forma numa posição privilegiada e dominante em relação à vila, e numa posição estratégica sobre o rio Côa.

Acredita-se, embora sem dados históricos que o confirmem, que a primeira ocupação humana deste local tenha sido uma das muitas tribos em se haviam dividido os Lusitanos. Depois da invasão romana de toda a Península Ibérica, parece ter havido uma nova ampliação da povoação dando lugar a uma cidade de nome Civitas Aravorum.

Muito mais tarde ao encontrar a povoação abandonada, D. Afonso Henriques passa uma Carta Floral de forma a incentivar o seu repovoamento e a sua defesa dando-lhe algumas garantias importantes para a época. É nesta mesma data que se começa a edificação do castelo hoje presente, mas é no século XIII que o rei D. Sancho I dá continuidade à mesma. Esta passa a fazer a envolvência da vila pelos muros que entretanto tinham sido construídos. É na época da Restauração da independência portuguesa que o castelo é agraciado por novas obras surgindo associado aos muros um baluarte.

Só no final do século XX é que surge o interesse publico por este castelo tendo sido classificado como Monumento Nacional em 1978. É a formalização de um protocolo entre o IPPC e a Câmara Municipal de Meda que dá a possibilidade de se realizarem obras de recuperação e beneficiação.

Todo o conjunto arquitetónico que compunha o castelo e a fortaleza foi edificado em função do dispositivo militar compreendendo dois núcleos com diferentes objetivos.

Assim temos a cidadela, que é um polo militar que se encontra na parte mais elevada do terreno e que integra a torre de menagem e outras três torres defensivas.

Tem também o núcleo civil, composto por dois núcleos distintos, o administrativo que é composto pelo pelourinho, pela antiga Casa da Câmara, pelo Tribunal e a pela Cadeia e o núcleo religioso que integra um cemitério e duas igrejas.

Castelo de Penas Róias

Castelo de Penas Róias
Castelo de Penas Róias

No distrito de Bragança mais precisamente em Penas Róias existe partes do Castelo de Penas Róias. Esse castelo é muito antigo, segundo os estudos históricos ele data do tempo da Ordem dos Templários, e que na época da constituição da nacionalidade portuguesa constituía o núcleo duro do Nordeste transmontano em conjunto com os castelos de Algoso, Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso e Bragança.

O castelo em questão foi no ano de 1945 classificado como Monumento Nacional e é hoje propriedade do Estado, encontrando-se sob a responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Norte. As suas ruinas e as áreas envolventes estão protegidas por uma Zona Especial de Proteção, definida como zona não edificada.

Foi no ano de 1977, quando alguns lavradores cuidavam a terra que surgiram os restos de algumas colunas do castelo e é nessa mesma altura que a intervenção do poder público se faz sentir tendo sido realizados trabalhos de consolidação e restauração nas muralhas e na Torre de Menagem. Estes trabalhos estiveram a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, mas do antigo castelo apenas resta uma torre encerrada ao público e alguns poucos vestígios das antigas muralhas.

Sabe-se que o castelo era composto por uma torre roqueira que se encontrava rodeada por muralhas e que estas se adaptavam ao tipo de terreno. Localizava-se numa zona alta (como aliás já foi dito) a cerca de setecentos e cinquenta metros acima do nível das águas do mar. Este era rodeado a sul, a oeste e a norte por dois vales onde se viam correr as águas dos ribeiros do Moinho Albeiro, do afluente do rio Maçãs e do sub-afluente da margem esquerda do rio Sabor. O acesso ao recinto do castelo fazia-se (e ainda se faz) pelo lado do sudeste, mas a partir do local onde atualmente se encontra a povoação de Penas Róias.

Castelo de Numão

Castelo de Numão
Castelo de Numão

O Castelo de Numão pode ser visitado numa localidade com o mesmo nome, na freguesia de Vila Nova de Foz Côa no distrito da Guarda e pode ser considerado como o cartão-de-visita desta mesma zona.

Esta edificação encontra-se muito perto da atual povoação que lhe serve de berço e desde o ano de 1910 que é classificada como Monumento Nacional. É pertença do Estado Português e presentemente encontra-se sob a responsabilidade da Direção Regional da Cultura do Norte.

No que se refere à sua apresentação este tem uma muralha com um perímetro considerável e onde podem ser visualizadas algumas torres que no início da sua construção eram cinco e presentemente podem ser visualizadas seis). A muralha foi construída com base numa planta oval, mas com bastantes irregularidades. O seu estilo é inequivocamente românico e gótico. Ao percorrer as muralhas do referido castelo podem ser avistadas quatro portas todas elas batizadas com um nome. Assim temos:

A porta principal que se localiza a sul do castelo.
A porta de São Pedro que se apresenta com um arco e é guarnecida com uma torre.
A porta do poente que se afigura a oeste e é bastante parecida com a torre anterior.
A porta falsa que se encontra a sudeste do castelo
No centro da sua praça surge uma cisterna com uma planta circular e ausente de cobertura. Próximo à porta principal encontra o que resto da edificação da Igreja de Santa Maria do Castelo e do cemitério. A nordeste pode ser observada a Torre de Menagem com uma planta quadrada e com uma decoração totalmente geométrica.

Junto à porta de São Pedro existiu em tempos uma capela com o mesmo nome e hoje ainda se pode apreciar-se uma necrópole composta com dez sepulturas antropomórficas que foram escavadas na rocha e à qual popularmente chamam de Cemitério dos Mouros.

Deste castelo, dado que foi construído no cimo de um monte podem ser avistados o castelo de Ansiães, o castelo Melhor e Castelo Rodrigo.

Castelo de Porto de Mós

Castelo de Porto de Mós
Castelo de Porto de Mós

O Castelo de Porto de Mós foi conquistado no ano de 1148 por Afonso Henriques aos muçulmanos e pode ser visitado no alto de um morro escolhido para a sua construção. Deste local pode ser avistada uma belíssima paisagem sobre a Serra dos Candeeiros e o vale do Lena.

A sua planta de construção assenta numa planta pentagonal, mas sabe-se que no início da sua construção existiam cinco torres fazendo parte dos cinco ângulos existentes. Pelos relatos históricos existentes há conhecimento que o cavaleiro D. Fuas Roupinho, o primeiro alcaide de Porto de Mós, partira deste castelo para o combate aos mouros.

É no reinado de D. Sancho I que este castelo começa a tomar forma como habitação tendo-se assim mantido até ao reinado de D. Dinis. Foi este último que terá mandado construir a muralha à volta da povoação e lhe terá dado algumas caraterísticas palacianas. Mais tarde, no seculo XV é o Conde de Ourém que o transforma totalmente num palácio.

Na segunda metade deste mesmo seculo, D. Afonso, dá início a obras com vista à recuperação do castelo e presentemente ainda podem ser observadas alguns desses traços. Depois da sua morte os seus descendentes tiveram o cuidado de preservar e ampliar as obras por ele iniciadas.

Também o Duque de Bragança, e passado um seculo, procede a algumas intervenções no castelo, mas no ano de 1735 dá-se a queda de uma das cinco torres e mais tarde os abalos sísmicos sentidos destroem parte do castelo. No ano de 1909 o sismo vivido em Portugal destrói mais um pouco o castelo e é a partir do ano de 1930 que se começa a restauração deste histórico castelo.

O Castelo de Porto de Mós, é visto como sendo uma grandiosa obra arquitetónica com características originais encontrando-se classificado como Monumento Nacional desde o ano de 1910.

Castelo de Leiria

Castelo de Leiria
Castelo de Leiria

O Castelo de Leiria, como o próprio nome indica, fica situado na cidade de Leiria e distrito do mesmo nome. É o cartão-de-visita da cidade estimando-se que ali se deslocam alguns milhares de turistas por ano para o visitar.

Construído a norte do rio Lis e da sua primitiva povoação, o referido castelo considerado medieval, contrasta as suas linhas arquitetónicas com a paisagem natural.

No que diz respeito à sua primeira ocupação humana, e apesar dos testemunhos arqueológicos pré-históricos e romanos existentes, não podem ser consideradas seguras as informações existentes. Pensa-se, no entanto, que antes da edificação do castelo parecia ali existir uma ermida e uma alcáçova. É do conhecimento histórico que na época da Reconquista Cristã durante o seculo XII, esta região foi um ponto importante no que diz respeito à defesa do Condado Portucalense. Mais tarde, veio a ser um centro económico medieval com grande desempenho em consequência do variado comércio ali existente.

Aquando da Restauração da Independência que data do ano de 1640, reza a história de Portugal que o Castelo de Leiria foi uma das primeiras fortalezas a valorizar o pendão do seu país. De nada lhe valeu todos esses feitos, uma vez que dado que este castelo não apresentava valor militar, foi entregue ao abandono e mais tarde às ruinas durante o seculo XIX.

Foi no final deste mesmo século que se deu início à sua reconstrução segundo a obra do arquiteto Ernesto Korrodi e em 1910, este foi classificado como sendo Monumento Nacional. A partir desta data e durante a maioria dos anos seguintes o castelo sofreu obras de requalificação, algumas delas por ordem da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Hoje é um local a visitar, onde se pode vislumbrar a sua torre que entretanto foi requalificada como sendo um espaço museológico e onde se encontram os artefactos arqueológicos descobertos no local bem como a armaria medieval.

Castelos de Portugal
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