Chinês, 1904-1997, político

Deng Xiaoping passou a liderar a maior nação do mundo ao suceder Mao Tse-tung no poder. Aos 16 anos de idade integrou um programa de “estudo e trabalho” na França, onde aderiu ao Partido Comunista.

Ao retornar à China, tornou-se um arregimentador comunista na província de Guangxi, próxima à fronteira vietnamita. Enfrentando forte oposição dos mandarins locais, levou os seus seguidores para o nordeste do país para se unirem a Mao Tse-tung em Jiangxi.

Em 1934, quando os ataques de Chiang Kai Shek em Jiangxi tornaram-se muito violentos, Deng juntou-se a Mao na famosa “Longa Marcha” até Yan’an. Apesar de sua lealdade a Mao Tse-tung, tornou-se alvo fácil dos críticos comunistas devido ao seu extremo pragmatismo e à falta de ideologia estritamente “vermelha”.

Em 1966, foi demitido do cargo de secretário-geral do partido e publicamente humilhado pela Guarda Vermelha. No início da década de 70, Deng conseguiu engendrar seu retorno político, mas foi novamente demitido em 1976, desta vez por superestimar o recém-falecido premiê Zhou Enlai.

Depois da prisão da mulher de Mao e da Turma dos Quatro, Deng retornou à política e, em 1979, quando viajou para os Estados Unidos, foi consagrado como líder do movimento de “modernização” liberal na China. Sua popularidade começou a declinar quando se juntou aos comunistas de linha dura ao criticar a “poluição espiritual” e a “libertinagem burguesa” durante a década de 80.

Em junho de 1989, sua credibilidade foi totalmente destruída quando ordenou às tropas chinesas que atirassem contra cidadãos e estudantes desarmados em Pequim.

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