Iraquiano, 1937-2006, político

Saddam, ao invadir o Kuwait, provocou a primeira grande crise internacional depois do final da guerra fria. Quando Baath tomou o poder em 1968, Saddam era o homem forte do novo regime, responsável pelas decisões políticas mais importantes.

Tornou-se presidente do Iraque em 1979, e consolidou o controle colocando membros do seu clã em posições estratégicas. Rígido e ditatorial, fez com que surgisse um fervor patriótico entre os iraquianos em relação a ele.

Em 1980, invadiu o Irã numa tentativa de eliminar a ameaça da República Islâmica revolucionária do Aiatolá Khomeini. Depois de oito anos, um Irã combalido aceitou o armistício proposto pelas Nações Unidas e o Iraque proclamou sua vitória. Em 1990, Saddam invadiu Kuwait. Embora considerado um herói por alguns dos povos árabes, a condenação mundial foi praticamente unânime e o Iraque enfrentou um boicote total por parte das Nações Unidas.

Uma coalizão comandada pelos Estados Unidos, sob os auspícios da ONU (Organização das Nações Unidas), conseguiu, primeiro, quebrar a sua economia, depois destruir o coração das modernas forças iraquianas.

Mas Saddam permaneceu com contingente suficiente de sua guarda revolucionária para suprimir os levantes xiitas no sul do país e somente foi impedido de cometer um ataque genocídico sobre os curdos depois de ter sofrido ameaças internacionais.

A sua sobrevivência no poder simplesmente revela o grau a que subjugou os seus comandados, com execuções sumárias de inimigos, eliminando todas as possibilidades de tirá-lo do governo. Em outubro 1994 ameaçou o Kuwait com uma nova invasão.

Em seguida, Hussein declarou que se dispõe a reconhecer a soberania do Kuwait se a ONU se comprometer a levantar o embargo econômico contra o país. Difícil mesmo, dizem os observadores, é confiar em Saddam Hussein e suas intenções.

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