Líbio, 1942, político

Filho de beduínos, Muammar Khadafi emergiu em 1969 como chefe dos oficiais líbios que derrubaram a monarquia pró-ocidental na Líbia. Sua política idiossincrática mescla de forma surpreendente o nacionalismo pan-árabe com o islamismo.

Conclamou uma fusão imediata de todos os Estados árabes, tentando, sem sucesso, forçar o presidente Sadat a selar uma união líbio-egípcia. Em seu país, reforçou um código estritamente islâmico, proibindo o uso de todas as línguas não-arábicas na vida política e expulsou moradores estrangeiros.

A ideologia política de Khadafi de um terceiro caminho entre o capitalismo e o comunismo foi explicada em seu Livro Verde — um relato longo, con

fuso e por vezes contraditório, no qual o Islã vinha logo depois do nacionalismo, em importância.

Externamente, suas incansáveis intervenções romperam com relações diplomáticas, pelo menos temporariamente, com praticamente todos os regimes árabes. Interveio sem sucesso na África e apoiou desde revolucionários do IRA até muçulmanos filipinos.

No início da década de 70, a Líbia deu concessões petrolíferas para companhias americanas independentes, o que provocou uma elevação maciça dos preços do petróleo. Khadafi usou suas imensas receitas para apoiar aventuras fora de seu país e comprar enormes quantidades de armas soviéticas.

Seu apoio aos terroristas levantou a inimizade ocidental: em 1986, os Estados Unidos bombardearam o seu quartel-general em Trípoli. Por algum tempo suas atividades estrangeiras foram restritas, mas Khadafi continua imprevisível.

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