Americano, 1917-1963, político

Jack Kennedy foi assassinado antes que, como presidente dos Estados Unidos, atingisse seus objetivos. Ele será sempre lembrado como o presidente americano cuja imagem, fabricada pelos assessores de relações públicas, em muito se assemelhou à de um rei.

Os momentos mais importantes de sua carreira presidencial foram a eleição em 1960, provando que um católico poderia vencê-la; a aceitação do plano desastroso dos chefes da inteligência americana para invadir Cuba na Baía dos Porcos; o encontro com Khruschev durante a questão dos mísseis cubanos em 1962, melhorando, mesmo que temporariamente, as relações entre americanos e soviéticos; o lançamento de um programa de reformas dentro dos Estados Unidos; o tratado de encerramento dos testes nucleares e a intensificação do envolvimento, fatal, dos americanos na guerra do Vietnã, que demonstrou que as opiniões sobre a guerra fria, expressas no disc
urso de posse, não foram apenas palavras supérfluas ditas no calor da hora.

O mito Kennedy provém do charme pessoal, da excelente aparência, de seu vigor e inteligência. Kennedy, na opinião de seus defensores, teria remediado os próprios erros. Mas sobreviverá como uma lenda: uma esperança ainda jovem ceifada pelas balas de um assassino, uma lenda reforçada pela morte muito semelhante de seu irmão mais novo, Robert (o conselheiro mais próximo do presidente), em 1968. Um fato determinante na história do mito Kennedy.

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