Indiana, 1917-1984, estadista

Indira Gandhi, a primeira mulher a se tornar primeira-ministra na Índia, filha única de Jawaharlal Nehru, cresceu durante o período de efervescência política que acompanhou o movimento de libertação indiano. Espelhando-se em Joana D’Arc, Indira acreditava que fazia parte de seu destino sacrificar-se pela Índia. Porém, deixou temporariamente este objetivo quando se casou, em 1942, com Feroze Gandhi (sem parentesco com o Mahatma) até separar-se do marido pouco depois.

Enquanto seu pai foi primeiro-ministro, concentrou-se em se firmar dentro do Partido do Congresso. Entrou no Parlamento em 1964 e tornou-se ministra da Informação e Difusão no governo de Lal Bahadur Shastri. Em 1966, sucedeu-o como primeira-ministra, principalmente porque os chefes do partido pensavam que ela seria uma “marionete” fácil de controlar. Indira livrou-se deles, dividiu o partido e tornou-se líder inconteste.

Seu sucesso estava em chegar ao povo por intermédio de medidas populistas, entre elas a abolição do privilégio dos príncipes indianos. Em 1971, conseguiu separar a Índia do Paquistão e, mediante uma intervenção militar, criou Bangladesh. Sua popularidade começou a diminuir rapidamente em 1975, quando mandou prender todos os membros do partido de oposição e governou por dois anos como ditadora.

As eleições de 1977 atestaram sua perda de poder, mas, em 1980, assumiu novamente como primeira-ministra. Nesse período de governo assistiu ao crescimento das violências sectaristas entre sikhs e hindus, quando os militares sikhs tomaram o Templo Dourado, em Amritsar, e o transformaram em Fortaleza. Foi ela quem decidiu chamar as tropas que acabaram por provocar sua morte: Indira foi assassinada a tiros por dois guardas de segurança sikh. O sue filho Rajiv também foi morto seis anos depois, pondo fim à dinastia Gandhi no poder.

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