Coreano, 1912-1994, político

Poucas nações possuíram uma figura paternal tão identificável quanto a República Popular Democrática da Coréia, um estranho domínio comunista nascido essencialmente da ação de Kim II-Sung em 1948.

O regime foi marcado por uma mistura de fantasia, tirania e culto à personalidade de Kim, transformando o país e o povo nos mais isolados e afastados da realidade mundial. Kim aderiu ao Partido Comunista de seu país em 1931 e lutou num contigente coreano aliado ao Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial.

Os russos então o instalaram como líder da parte norte da Coréia já dividida, ao final da guerra, auxiliando-o e encorajando as suas tentativas — no início, utilizando a propaganda e mais tarde, em 1950, com um ataque militar em larga escala — para unificar a península sob o controle comunista.

Apesar que não ter conseguido a vitória militar, Kim teve sucesso em fazer com que o país se transformasse na sua visão de paraíso para os trabalhadores, conseguindo de forma teatral a quase total deificação de sua imagem e a do filho e herdeiro, Kim Jong-II.

Nos últimos anos, conseguiu uma aproximação diplomática com a Coréia do Sul, porém mantendo como uma ambição pessoal a conquista, a qualquer custo, da unificação dessa nação tragicamente dividida. Com a falência comunista no mundo, admitiu a necessidade de modificar seu regime.

Em 1994, acenou com mudanças na economia e recebeu delegações de empresários estrangeiros. Em junho, o ex-presidente americano Jimmy Carter anunciou que Kim, aceitava negociar com a Coréia do Sul para evitar uma guerra. E em julho, morreu aos 82 anos de ataque cardíaco, como o mais velho ditador do mundo, após 46 anos no poder. Kim Jong-II assumiu o governo como um enigma a ser decifrado.

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