Alemão, 1930, estadista

Helmut Kohl foi o primeiro chanceler da Alemanha reunificada. A sua declaração de ler tido “a sorte de nascer mais tarde” significava que era o primeiro chefe de governo da Alemanha Ocidental jovem demais para haver participado de qualquer atividade durante o período nazista.

Kohl tornou-se ministro-presidente de seu Estado natal, Rhineland-Palatinate em 1969 e substituiu Rainer Barzel como presidente da União Democrática Cristã (UDC) em 1973, após ter sofrido uma desastrada derrota eleitoral em 1972. Kohl se tornou chanceler da República Federal Alemã em 1982, quando a coalizão PDS (Partido Democrata Social) — PDL (Partido Dem
ocrata Livre) terminou — e Kohl manteve o líder do PDL, Hans-Dietrich Genscher, como ministro das Relações Exteriores em troca do apoio do PDL. Durante esse período, venceu duas eleições gerais (1983 e 1987) e acompanhou a controvertida instalação dos mísseis Cruise e Pershing II da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em solo da Alemanha Ocidental.

Ao mesmo tempo, procurava melhorar as relações com a Alemanha Oriental. Mas, na primavera de 1989, a popularidade de Kohl andava baixíssima. O desemprego e uma economia fraca, combinados com disputas internas dentro da coalizão UDC-PDL, pareciam pressagiar uma derrota eleitoral. A súbita queda do Muro de Berlim e a abertura da Alemanha Oriental, no outono de 1989, mudaram tudo.

Os dois princípios políticos de Kohl serviram de apoio para a reunificação e para a unidade européia. Ambos estavam em consonância com o espírito do povo alemão, tanto oriental quanto ocidental. Nas últimas eleições realizadas em 10 de outubro de 1994, Kohl e a coalisão liberal-cristã conseguiram maioria apertada no Parlamento federal. Se terminar o mandato de quatro anos (a oposição diz que não), Helmut Kohl terá batido o recorde de permanência no poder, eleito pelo voto popular (16 anos).

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