Romeno, 1876-1957, escultor

Brancusi foi o inventor da escultura moderna, embora ninguém tivesse a imagem mais afastada do “homem moderno” do que ele: aos sete anos trabalhava como pastor nas montanhas dos Cárpatos: aos 18 anos, era aprendiz de escultor e ainda se esforçava para ler e escrever.

Quando foi para Paris, em 1904, deixou para trás uma região campestre que ainda vivia na pré-história. Em Paris, foi o pioneiro a utilizar-se do princípio da redução, que posteriormente dominou em cada setor da vida humana em nosso século, da arquitetura à eletrônica.

Confrontando com uma arte que pouco havia de modificado desde Bernini, buscou o irreduzível. “A essência das coisas, e não apenas sua forma exterior.” Manteve-se num ritmo primitivo, trabalhando e retocando cada escultura por muitos anos, procurando encontrar as linhas da força que libertaria o seu potencial máximo, meditando, como descreveu Ezra Pound, “sobre a forma pura, livre de toda a gravidade terrestre”.

O resultado era normalmente arcaico em sua imensa simplicidade. A pré-história renasceu nesses blocos de madeira e de pedra; muitos deles, ao se tornar esculturas, estavam tremendamente reduzidos. Mas Brancusi conseguiu fazer com que a velocidade se tornasse visível, encontrando a representação perfeita para voos levíssimos e outras coisas que mesmo hoje não chegamos a compreender totalmente.

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