O domínio de Esparta na península grega foi tão nocivo para as cidades-estado gregas quanto o fora o domínio de Atenas. Uma geração após a Batalha de Egospótamo, os gregos começavam a querer um grau mais elevado de independência de Esparta.

Batalha de Leuctra
Batalha de Leuctra

Um dos líderes do novo movimento foi Epaminondas (418-362 a.C.), filho do rei de Tebas, outra cidade-estado grega. Quando menino, Epaminondas fora obrigado a ficar em Esparta como refém para garantir o bom comportamento do pai.

Observador dedicado tanto da natureza humana quanto das táticas militares, ele acompanhava os espartanos de perto e conseguiu entender por que eles eram conhecidos como os melhores guerreiros de seu tempo.

Quando se tornou rei de Tebas, Epaminondas se recusou a pagar impostos a Esparta. Depois, enfrentou uma invasão espartana em seus territórios, o que todos os líderes gregos temiam imensamente. O exército tebano se reuniu 16 quilômetros a oeste de Tebas, na atual Voiotia, Grécia. Esparta tinha 11 mil homens, e Tebas, cerca de seis mil.

As chances não eram boas para os tebanos, que sabiam também como sabiam todos os gregos, que os guerreiros espartanos estavam invictos desde a Batalha de Termópilas, 110 anos antes. Mas Epaminondas tinha suas próprias opiniões sobre a invencibilidade de Esparta.

Após a batalha, um guerreiro carrega o corpo de um se seus colegas.

Os espartanos organizavam seus homens segundo a maneira tradicional, colocando os melhores guerreiros em seu flanco direito. Epaminondas fez o contrário, dispondo seus melhores homens em seu flanco esquerdo, diretamente opostos aos melhores espartanos. Também arrumou seu flanco direito em formato de esquadrilha, distante dos espartanos, deixando dessa forma, de colidir totalmente frente a frente, como era o costume.

A esquerda tebana, disposta em uma coluna de 24 metros de largura por 45 de profundidade, passou rapidamente pelo flanco direito de Esparta. A batalha ocorreu por volta de 371 a.C. Os espartanos lutaram com determinação e bravura, mas não fizeram nenhuma inovação tática para reagir a esse ataque. Em poucas horas, Epaminondas havia derrotado os espartanos, que perderam dois mil homens, inclusive seu rei, Cleombrotos.

As baixas tebanas não foram registradas, mas acredita-se que tenham sido pequenas. No final do dia, Tebas surgia como nova potência militar da Grécia. A batalha também confirmou que movimentos coordenados das tropas poderiam derrotar até mesmo os guerreiros mais robustos.

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