COMO SURGIU O ARVORISMO

Como Surgiu o Arvorismo

Também conhecido como arborismo, tree climbing, verticália ou canopy walking, o arvorismo pode ser simplesmente resumido como um percurso artificialmente montado sobre árvores, com vários níveis de dificuldades e obstáculos. Sobre pontes, cabos, tirolesas dentre as copas das árvores, geralmente, pinheiros e eucaliptos, o praticante aventura-se na emoção em contato direto com o meio ambiente. Alia técnicas de escalada, trekking, montanhismo, rapel, entre outros. Para a sua prática não é necessária experiência prévia nem tampouco habilidades ou condicionamento físico específicos. Com a orientação de instrutores especializados o “arvorista” vai adquirindo experiência com a própria evolução dos níveis de dificuldade. Apenas concentração, coragem e disposição são requisitos básicos para acrobacia nas árvores. Segundo alguns promotores, o arvorismo é uma atividade de baixo risco, pois o praticante fica preso durante todo o percurso por equipamentos de segurança que inclui luvas, capacete, botas, mosquetões de aço, carretilhas, etc.

COMO SURGIU O ARVORISMO
COMO SURGIU O ARVORISMO

As classificações adotadas para as práticas são: Arvorismo Científico – objetiva instalar nas copas das árvores “trilhas” para que se possa observar plantas e animais em caráter de pesquisa; Arvorismo Esportivo – montagem de circuitos com caminhos e obstáculos para simpatizantes dos esportes de aventura; Arvorismo Educacional – ver parte final deste capítulo. Por sua vez, há versões dessas atividades que contam, sem registros de datas, que os precursores do arvorismo foram os escoteiros que utilizavam a técnica para atravessar seus percursos em rios e terrenos acidentados, mas isoladamente e não configurada como “circuitos”. Outros registros levam a pesquisadores que começaram a praticar o arvorismo utilizando escadas e pontes de cordas para lhes permitir acesso rápido e cômodo a copa das árvores, utilizando equipamentos que lhes permitiam observar melhor a flora e fauna. Em 1997, ecologistas teriam incentivado a exploração de uma floresta na Inglaterra evitando seu desmatamento. No mesmo ano surgira como esporte na França e, mais tarde, na Costa Rica e Nova Zelândia. Como arvorismo contemplativo, teria iniciado na Costa Rica, apenas para estudos da fauna e da flora na copa das árvores; na França progrediu-se para o arvorismo esportivo. Outras versões chegam a sua origem na França, com ascensão em cordas feita em praças e bosques onde os praticantes treinavam para aperfeiçoar técnicas de escalada sem ter de se deslocar para montanhas.

1983: Algumas organizações ecológicas ressaltam o forte impacto ambiental causado pelas instalações de equipamentos artificiais no meio ambiente, mas a Associação Internacional de Arvorismo, fundada neste ano, em Atlanta, EUA, trabalha a difusão do esporte ressaltando e fornecendo todo o suporte às operadoras para a montagem dos circuitos, valorizando instrumentos que amenizem o suposto problema.

1998: Mais popular na França, Nova Zelândia e Costa Rica, o arvorismo chegou ao Brasil provavelmente neste ano nas cidades de Dourados e Analândia e, posteriormente, em Brotas, no Estado de São Paulo.

2002: Embora este esporte ainda não tenha chegado a grande massa, vem conquistando novos adeptos, que, se não praticam regularmente, já tiveram contato ocasional com o esporte. Na Adventure Sport Fairs deste ano, maior feira de esportes realizada anualmente no Brasil, em SP, o arvorismo foi uma das atividades âncoras para chamar atenção do público infantil, chegando a ser bastante divulgado na mídia.

Década de 2000: O Parque Unipraias em Balneário Camboriú- SC é um forte atrativo para o público aventureiro nos primeiros anos desta década. Na estação Barra Sul situada no Parque das Aventuras, administrado por Alfredo Augusto Kuhn, promove-se, entre outras atividades, o arvorismo acrobático. Este parque possui dois circuitos de Arvorismo Acrobático, trilhas suspensas entre as copas das árvores atingindo alturas de até 15 metros e 13 atividades distintas em 140m de percurso. Os arvoristas escalam redes, caminham sobre cabos de aço, equilibram-se em estribos, passam por tambores de madeira e deslizam em tirolesas em meio a Mata Atlântica. O local ainda possui um Parque Ambiental com 60.000 m². Os organizadores garantem que o circuito é inteiramente seguro e todos os equipamentos necessários são fornecidos aos praticantes, que devem cumprir sistematicamente as orientações dos instrutores, treinados para o tipo de atividade. Os equipamentos são todos importados da França e da Nova Zelândia.

Situação Atual: A diversidade dos percursos proporciona à prática como lazer um nível de excitação constante, pois, desde o início, o praticante pode subir às copas dar árvores por meio de escada de corda, troncos, pontes de rede, balanços ou outras inovações. Além de poder ser praticado desde a infância, a atividade tem como diferencial a possibilidade de unir grupos de interesses e envolvimento familiar. Também já vem sendo utilizado como técnica de treinamento de empresarial, que, através de uma atividade lúdica, abraça várias qualificações exigidas no mercado de trabalho como: auto-confiança, destreza, habilidade para romper as adversidades, espírito de equipe, romper limites e principalmente auto-estima. Unindo todos esses atributos, alguns departamentos de recursos humanos reconhecem o diferencial do esporte como aliado ao aprimoramento corporativo, já bastante difundido no Brasil. Calcula-se que existam 40 circuitos montados em território nacional, mas ressalta-se que estes podem ser itinerantes, sendo montados especificamente para eventos. Os locais mais conhecidos onde se encontram eventos e instalações de arvorismo no Brasil são: Nova Friburgo-RJ, Rio de Janeiro-RJ, Campos do Jordão-SP, Brotas-GO, Camboriú-SC, Guarapari-ES, Bonito-MS, Parque Vila Ventura-Viamão-RS, Ilhas da Taquara – Foz do Iguaçu-PR, e Monte Verde e Andradas-MG.

Arvorismo Educacional

Definições e origens: A metodologia sugerida para a utilização de um circuito de arvorismo ou de elementos de cordas e cabos assim como o uso de parede artificial de escalada ou rapel é conhecida como aprendizado experencial. Neste método, aprende-se a trabalhar em grupo, a fortalecer a auto-estima, confiança no outro e em si mesmo, desenvolver liderança, solucionar problemas relacionando- os a situações reais, tudo isso através da participação ativa e reflexões dirigidas das experiências vividas. As palavras chaves dessa metodologia são ação e reflexão. Há de ser refletir na atividade experenciada através da fala, da escrita ou do movimento. Esta metodologia é integrada no currículo e proporciona oportunidades de aplicar conhecimentos aprendidos em situações reais de vida e do dia-a-dia. Além disso, aprimora os conteúdos de ensino na medida em que expande o aprendizado para além da sala de aula relacionando-o para a comunidade, vida pessoal, familiar e social. A utilização de elementos desafiadores e circuitos em altura é proposital, pois a intenção do facilitador é oportunizar a experiência fora da zona de conforto do alunos. O arcabouço teórico comprova que quando o conhecimento é introduzido no limite da zona de conforto, o aprendizado torna-se mais significativo e melhor apreendido principalmente após o processo de reflexão conduzido pelo facilitador da experiência. Considera-se que o aprendizado significativo é obtido através das experiências de vida e que este não acontece automaticamente. O lema do arvorismo educacional é de desafio por escolha: escolha de ousar, desafiar seus próprios limites, arriscar, dentro de uma proposta totalmente segura e saudável. A experiência é apresentada e a reação é emocional, no entanto, ao término da tarefa, ocorre o processo da reflexão sobre a experiência com várias etapas que vão desde a situação proposta até a analogia à uma situação referente a vida do participante. A técnica de reflexão utilizada pelo facilitador é importantíssima já que é responsável por guiar o participante a fazer a conexão da experiência vivida com situações de vida. O programa de Educação Experencial começou há 5 anos como uma maneira de enfatizar o domínio afetivo, propiciando o auto-descobrimento e reflexões sobre a vida através do conteúdo programático sendo parte filosófica da instituição em abordar o ensino para a cidadania. O programa específico é composto de componentes distintos porém, interdependentes. Esses componentes são: educação para a cidadania, liderança, poder de decisão, e serviços comunitários. As atividades de arvorismo – aprendizagem e aventura – assim como o rapel e a parede de escalada são parte integrante, mas não exclusivo, do currículo de Educação Física da pré-escola até o último ano do ensino médio e também de atividades extracurriculares. A abordagem e apresentaçao das tarefas é orientada e feita de forma em que se ensinam aos alunos a resolver problemas, interagirem com o meio ambiente, e relacionarem o aprendizado com situações futuras. Os alunos se beneficiam da abordagem experiencial de aprendizagem pois participam ativamente do processo da aprendizagem. O método oportuniza a prática de técnicas de comunicação, desenvolve o apreço pela diversidade, motiva a assumir responsabilidades e a desenvolver o pensamento crítico, cooperando com o grupo e aumentando sua auto-estima.

1993: Fundada a Adventure Experiences – Paraná, que utiliza a metodologia experiencial em treinamentos empresariais com o objetivo de contribuir para o sucesso das organizações, por meio do desenvolvimento profissional das equipes: iniciativa, respeito, comunicação, planejamento, liderança, e confiança, que quando estimulados pelo método experiencial ao ar livre são absorvidos rapidamente, garantindo aprendizado duradouro e com imediata aplicabilidade.

1997: A Adventure Experiences mantém o Centro de Excelência em Atividades ao Ar Livre em Tijucas do Sul-PR. O local tem 350.000 m² e encontram-se as atividades de arvorismo, percurso de cordas, torre de desafios, rapel em árvore, ginásio de Escalada com 290m² de parede e 11m de altura. Conta ainda com o Circuito de Arvorismo com 360 m de extensão, distribuídos em 19 etapas de diferentes travessias, sendo uma delas a tirolesa de 130m, que passa sobre um lago. O complexo possui atividades de cordas baixas de solução de problemas e trilhas de orientação.

1999: Em Janeiro, a Kreativ Aktion introduziu o método de Aprendizagem Experencial na Escola Americana do Rio de Janeiro – EARJ para os professores de Educação Física. Em setembro durante o encontro de Professores de Educação Física das Escolas Americanas do Brasil em São Paulo, o método foi apresentado pelos professores do Rio de Janeiro. No mês de outubro foi introduzido e praticado no currículo de Educação Física escolar dos Ensinos Fundamental e Médio.

2000: Em janeiro foi instalado na EARJ um circuito de cordas e cabos pela Adventure Experiences de Curitiba-PR. Os professores de Educação Física tiveram treinamento avançado pela Kreativ Aktion para a utilização do circuito de arvorismo baixo. Em setembro, este mesmo circuito foi apresentado aos professores de Educação Física de outros estados do Brasil.

2001 – 2004: Anualmente em fevereiro, em Teresópolis-RJ, diferentes grupos de professores participam de um seminário sobre trabalho em equipe, solução de problemas e tomada de decisão utilizando circuitos de arvorismo.

2001: Em julho foi instalado na EARJ, elementos altos de arvorismo: parede de escalada com sete vias, plataforma de rapel e ponte suspensa.

2001 – 2002: Em agosto foi proporcionado um treinamento para utilização do circuito completo de arvorismo – alto e baixo – com utilização do método de aprendizagem experiencial – Kreativ Aktion.

2003: Em fevereiro houve um seminário avançado para professores especialistas, para a diretora do programa experiencial e para a coordenadora do departamento de Educação Física dado pela Kreativ Aktion.

Situação Atual: Atualmente o programa de arvorismo educacional é parte integrante dos componentes curriculares acadêmicos e extra-curriculares da Escola Americana do Rio de Janeiro, sendo utilizado da pré-escola até o último ano do Ensino Médio (dos 3 aos 18 anos), sob a abordagem da metodologia da aprendizagem experiencial. Utiliza-se o arvorismo educacional nas aulas de Educação Física assim, curso de prevenção às drogas, serviços comunitários, seminários de liderança, desenvolvimento da auto-estima, confiança no outro e em si mesmo. Além dos elementos de cordas, cabos, parede, rapel que a escola dispõe, utiliza-se o Acampamento Nosso Recanto – Campos Jordão-SP, e o circuito de arvorismo da Verticália/Alaya. O “Adventure Experiences” em Curitiba, vem atuando em programas educacionais, com jovens de 10 a 16 anos, sempre em parceria com os professores para melhor aproveitamento das atividades.

A História do Arvorismo

Historia de Como Surgiu o Arvorismo
Historia de Como Surgiu o Arvorismo

Um dos Esportes ao ar livre mais populares hoje é a arvorismo recreativa. É a maneira moderna e segura para os entusiastas subirem às árvores de uma forma mais responsável com o uso de engrenagens de segurança e diferentes nós de alpinismo. Para alguns, a arvorismo é um teste de força, resistência e agilidade na vida real.

Em termos históricos, a arvorismo nas árvores tem vindo a acontecer desde a mais antiga cultura. O objetivo da arvorismo de árvores para as pessoas anteriores era recolher comida, esconder ou simplesmente ter uma melhor visão do ambiente. Ao longo dos anos, a arvorismo nas árvores também foi reconhecida como um esporte que começou em meados dos anos 70. a idéia de qualquer competição era preservar as habilidades naturais e preparar um alpinista equipado com nada além de corda. Todas estas tradições mudaram, desde então, como uma geração vt dois passou e quando Peter Jenkins, um local arboricultor, em Atlanta, Geórgia, criou a primeira escola para subir em árvores, em 1983. Ele teve a idéia das pessoas que assistiram e comentaram como seria divertido subir uma árvore enquanto ele estava fazendo seu trabalho diário. Ele então decidiu estabelecer uma escola de arvorismo com o único propósito de se divertir enquanto explorava o dossel em segurança. Desde então, a arvorismo recreativa nas árvores tem sido uma época fantástica para jovens e idosos. As for now, the reasons people take up tree treping have changed swaying towards fun, excitment and adventure.

No início, o método mais comum de subir a árvore era o estilo livre que significava subir de um ramo para outro, sem sequer pensar em como a mãe irritada iria ficar no local de seu filho se perguntando em casa com seus dedos raspando ao longo do chão (não falando de experiência pessoal aqui você entende!). Subir uma árvore antes também danificou as árvores, escavando em sua casca lado a lado que vai servir como uma escada para chegar ao topo. Mas enquanto as pessoas se despediam do jogo da infância e abraçavam o trabalho da idade adulta, começaram a perceber a seriedade da vida. As razões talvez ainda sejam as mesmas, mas os métodos tornaram-se mais responsáveis. Por isso, o uso de cordas na arvorismo é agora amplamente usado e aceito.

A arvorismo recreativa em árvores é feita usando uma corda arborista e fácil de aprender técnicas sobre como subir árvores com segurança são aplicadas. Ele também ajuda a proteger as árvores usando escovas de cambio e virilha falsa. Através disto, as pessoas têm a chance de estar perto da natureza e não fazer nenhum mal ao mesmo tempo. Isso ajuda a promover o respeito à árvore e ao meio ambiente em troca de muitos benefícios que se pode obter na arvorismo recreativa.

Ao ser descalço em uma árvore, as pessoas aprenderam a subir uma árvore usando engrenagens de segurança com a ajuda de escolas de arvorismo de árvores. A segurança e a facilidade são promovidas com diferentes técnicas de nó de arvorismo. Estes nós de alpinismo têm várias técnicas e são usados em diferentes propósitos.

A arvorismo nas árvores já percorreu um longo caminho. Desde o propósito de fazê-lo, aos métodos e técnicas, a arvorismo nas árvores mudou muito. Agora, as razões para escalar árvores podem ser apenas por Diversão, estar perto da natureza e desfrutar do dossel, explorar o ambiente natural ou apenas para escapar com os problemas e problemas do nosso mundo ocupado, mesmo por um curto período de tempo.

Competições na História do Arvorismo

As primeiras competições de alpinismo foram realizadas na Califórnia como uma forma de treinar para as habilidades clássicas que preparariam um alpinista equipado com nada mais do que uma corda para ter a capacidade de salvar uma vida em um resgate aéreo. As competições cresceram à medida que cada vez mais empresas de cuidado de árvores incentivavam seus trabalhadores a participar.

O Capítulo ocidental da ISA, em seguida, começou a incorporar as competições como um evento de capítulo oficial. Devido à sua popularidade e influência, membros do Western Chapter solicitaram ao Conselho da ISA para realizar competições de arvorismo em árvores como parte de sua conferência anual. O primeiro oficial “ISA Jamboree” foi realizado em 1976 em St.Louis, MO. Ao longo dos anos, novos eventos e técnicas foram introduzidos e um conjunto formal de regras foi desenvolvido.

O evento expandiu-se internacionalmente em 1994, quando o primeiro alpinista Europeu entrou na competição. A expansão europeia trouxe técnicas ainda mais inovadoras e estimulou a revitalização dos eventos de concorrência que foram introduzidos no concurso de 1996. Isso incluiu a adição de uma rodada do Campeonato conhecido como o Masters’ Challenge e a mudança de nome para o Campeonato Internacional de arvorismo de árvores.

O ITCC continuou crescendo à medida que as mulheres começaram a competir no evento. A primeira campeã feminina, Christina Engel da Alemanha, foi nomeada em 2001. Hoje, quase um terço dos competidores no Campeonato Mundial são mulheres.

Agora, além do Campeonato Mundial da ITCC, a ISA realiza três eventos regionais anuais na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. Os vencedores destes eventos, bem como os vencedores das competições realizadas por capítulos da ISA e organizações associadas em todo o mundo, são convidados para o Campeonato Mundial.

O ITCC reinventou os equipamentos de arvorismo e as indústrias de cuidados com as árvores, reunindo os utilizadores finais e os fabricantes. O resultado foi uma explosão de invenções e produtos especificamente concebidos para aplicações de cuidado de árvores.

As normas de segurança da indústria em quase todos os países participantes beneficiaram destas inovações. Os eventos também incutem um respeito pelo papel do escalador de árvores e um forte foco para os indivíduos da comunidade alpinista para melhorar a segurança no ambiente de trabalho para todos os trabalhadores de cuidado de árvores.

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