História da Arte no Egito

A história da arte como um esforço contínuo não começa nas cavernas do sul da França nem entre os índios norte–americanos. Todos sabemos que o Egito é a terra das pirâmides, montanhas de pedra que, de fato, tinham importância prática aos olhos dos reis e seus súditos. O faraó era considerado um ser divino que exercia completo domínio sobre seu povo e que, ao partir deste mundo, voltava para junto dos deuses dos quais viera. As pirâmides, erguendo-se em direção ao céu, ajudá-lo-iam provavelmente a realizar essa ascensão. Os egípcios acreditavam que o corpo tinha que ser preservado a fim de que a alma pudesse continuar vivendo no além.

Em toda a volta da câmara funerária, eram escritas fórmulas mágicas e encantamentos para ajudá-los em sua jornada para o outro mundo. Um nome para designar o escultor era: “Aquele que mantém vivo”.

A religião se tornou o fator de maior relevância para os egípcios, e a morte o grande argumento para sustentação do poder e da arte. Na quarta “dinastia” do “Antigo império”, dentro das características peculiares da arte, os escultores não eram fiéis à realidade.

A observação da natureza e a regularidade do todo são equilibradas de um modo tão uniforme que essas cabeças nos impressionam por sua expressão de vida, sendo, no entanto, remotas e permanentes. Podemos estudá-las melhor nos relevos e pinturas que adornavam as paredes dos túmulos.

As pinturas e os modelos encontrados em túmulos egípcios estavam associados à idéia de fornecer servos para a alma no outro mundo, uma crença que é encontrada em muitas culturas antigas.

A tarefa do artista consistia em preservar tudo com maior clareza e permanência possível. Assim, não se propuseram a bosquejar a natureza tal como se lhes apresentava sob qualquer ângulo fortuito.

Desenhavam de memória, contrários aos primitivos que observavam, e submetidos a regras estritas, as quais asseguravam que tudo o que tivesse de entrar no quadro se destacaria com perfeita clareza. Na representação do corpo humano, a cabeça era mais facilmente vista de perfil, de modo que eles a desenhavam lateralmente.

O olho humano, se observarmos, era representado de frente e era plantado na vista lateral da face. Os ombros e o tronco são vistos melhor de frente, pois assim observamos como os braços se ligam ao corpo. Braços e pernas posicionados com intenção de movimento, porém, vêem-se com muito mais clareza de lado. Esta técnica ficou conhecida como Lei da Frontalidade.

A regra para a arte egípcia permitia incluir tudo o que consideravam importante na forma humana; supõe-se ter algo a ver com a finalidade mágica da representação pictórica. Representavam o que eles sabiam fazer, da pessoa ou de uma cena, partiam de formas aprendidas e dele conhecidas, construía figuras a partir do momento que suas formas podiam ser dominadas.

Não se tratava apenas do conhecimento técnico, mas pelo conhecimento que eles tinham do significado das formas representadas. Um outro exemplo na arte egípcia em relação ao significado de suas figuras destinava à separação de aspecto social, representar a figura de um chefe maior em uma comunidade egípcia, seu tamanho em relação às outras figuras destacava-se.

O estilo egípcio incorporou uma série de leis bastante rigorosas e todo artista tinha que apreendê-las desde muito jovem. Estátuas sentadas deviam ter as mãos sobre os joelhos; os homens eram sempre pintados com a pele um pouco mais escura que as mulheres; aparência rigorosamente estabelecida.

História da Arte no Egito

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