História do Impressionismo e Naturalismo


História da Arte – Impressionismo, naturalismo e pré-modernismo:
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Os impressionistas procuraram, a partir da observação direta do efeito da luz solar sobre os objetos, registrar em suas telas as constantes alterações que essa luz provoca nas cores da natureza. A partir daí, criaram considerações práticas que caracterizaram a pintura impressionista: A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento.

As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração para representar imagens. As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas. Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares.

Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e sombra mais real do que o claro-escuro do barroco. As cores e tonalidades não devem ser obtidas em misturas na paleta, mas sim puras e dissociadas nos quadros, em pequenas pinceladas. O observador é que combina as cores no seu campo visual. A mistura deixa de ser técnica para ser óptica.

Historicismo

1866 – O Tocador de Pífaro, de Manet
1867 – Consagração do estilo Art Nouveau
1869 – Degas pinta A orquestra da Ópera
1874 – Primeira exposição pública Impressionista
1886 – Surge a técnica do Pontilhismo
1889 – Proclamação da República no Brasil
1895 – Invenção do Cinema
1897 – Fundação da Academia Brasileira de Letras

Claude Monet (1840 – 1926): As Inconstantes Cores da Natureza

A grande preocupação de Monet era a pesquisa com a luz solar refletida nos seres humanos e na natureza. Entusiasta da pintura ao ar livre, que lhe permitia recriar os efeitos da luz do sol, Monet criou uma série de quadros da catedral de Rouen, pintados em vários momentos do dia, registrando assim as diferentes impressões que o edifício lhe causava. Esse encanto pela luz e a ousadia de representá-la tão intensamente o tornaram o mestre dos impressionistas.

Auguste Renoir (1841-1919) – A Alegria de Pintar

Artista impressionista de maior popularidade e reconhecimento ainda em vida, Renoir manifestava em seus quadros otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX.

Explorou ao máximo o princípio óptico do Impressionismo: em suas telas, as manchas coloridas, unidas visualmente pelo observador, compõem um todo só percebido à distância. Renoir empenhou-se em explorar todas as possibilidades em superfícies refletoras de luz, como águas e espelhos.

Edgar Degas (1834 – 1917) – A Influência da Fotografía

Degas teve uma posição muito pessoal dentro do Impressionismo. Sua formação acadêmica fez com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo. Além disso, optou por pintar interiores com luz artificial. Na verdade, sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, captar um movimento ou expressão. Suas telas com bailarinas (Ensaio de Balé, Quatro Bailarinas em Cena e O Ensaio) trazem leveza de movimentos, a delicadeza das cores em pastel e a sutileza do desenho.

A contribuição mais importante de Degas à pintura moderna é a angulação oblíqua e o enquadramento das cenas, com objetos e pessoas em primeiro plano, o que dá maior realismo à composição. Tal característica revela a grande influência que a fotografia exerceu sobre ele, dando a seus quadros semelhança com instantâneos, pois as pessoas são pintadas como se tivessem sido imobilizadas em plena ação, despreocupadas com a presença do artista, como na tela A Bolsa de Algodão de Nova Orleans (1873).

O Pontilhismo: A Evolução do Impressionismo

Na última exposição coletiva impressionista, em 1886, dois artistas deram uma nova tendência ao movimento: George Seurat (1859 – 1891) e Paul Signac (1863 – 1935). Suas obras aprofundaram as pesquisas impressionistas sobre a percepção óptica: reduziram as pinceladas a um sistema de pontos uniformes que, no seu conjunto, dão ao observador a percepção de uma cena.

Essa técnica foi chamada de Pontilhismo, porque as figuras representadas por inúmerominúsculos pontos. Cabe ao observador percebê- las como um todo plenamente organizado. Pré-Modernismo no Brasil

Historicismo

1887 – Almeida Júnior cria O Picador de Fumo
1893 – O Grito, de Munch
1896 – Inauguração do Teatro Amazons
1907 – Surge a revista Fon-Fon
1911 – Construção do Teatro Municipal de S. Paulo

No final do século XIX, em meio à conturbada euforia político-social da Abolição da Escravatura e da Proclamação da República, começa o desenvolvimento e a transformação urbana e arquitetônica das cidades de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belém além da inauguração de Belo Horizonte.

Os artistas desse perído começam a valorizar as pinturas naturalistas, ansiosos por retratar essa realidade em mutação, principalmente figuras humanas e cenas do cotidiano.

Almeida Júnior (1850 – 1899): O Regionalista

De formação acadêmica e sob forte influência realista, Almeida Júnior, ao retornar ao Brasil, começa os experimentalismos com luz e cor, formando uma temática impressionista.

Apaixonado pela natureza e gostando de pintar a realidade das pessoas com quem convivia, traçou um painel valioso de seu tempo, pela simplicidade e despojamento dos seus temas. É considerado o mais nacionalista dos pintores brasileiros de sua época.

Eliseu Visconti (1867 – 1944): O Impressionismo Chega ao Brasil

As obras de Eliseu D’Angelo Visconti abriram definitivamente o caminho da modernidade à arte brasileira. Esse artista já não se preocupa em imitar modelos clássicos, ele quer registrar os efeitos de luz solar nos objetos e pessoas que retrata. Nascido na Itália e vindo para o Brasil com um ano de idade, foi estudante da Academia de Belas-Artes e como prêmio por seus trabalhos artísticos, ganha uma viagem à Europa, onde estuda com os Impressionistas, de quem sofre enorme influência e participa da Exposição Internacional de Paris, em 1900.

Eliseu Visconti, no entanto, também foi um artista decorativista e se preocupou em criar projetos artísticos decorativos, dando os primeiros passos para que no Brasil os objetos da vida diária resultassem também em uma obra decorativa, tendência que, na Europa, já existia há muito tempo. Por isso, foi considerado o primeiro designer brasileiro.

História do Impressionismo e Naturalismo

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