Armando Nogueira (Biografia)

Armando Nogueira

Armando Nogueira. Foi jornalista e comentarista esportivo no Brasil. Pioneiro de jornalismo televisivo, foi responsável pela execução do jornalismo da Globo, com ênfase na criação da Revista Nacional,na transmissão da rede o primeiro jornal e na história da televisão brasileira.

Sumário
1 Síntese Biográfica
1.1 carreira como jornalista
1.2 estilo de escrita
1.3 Produção Literária
2 morte
3 fontes

Jornalista e Comentarista esportivo
Nome Armando Nogueira
Nascimento 14 de de 1927 de 1927
Rio de Janeiro, Bandeira do Brasil Brasil
Morte 29 de março de 2010
Rio de Janeiro, Bandeira do Brasil Brasil
Causa da morte câncer cerebral
Residência Brasil
Nacionalidade Brasileira
Cidadania Brasileira

Síntese Biográfica
Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil; em 29 de março de 2010. Filho de Rodovaldo e Mary Smith, impulsionado pela Seca, foram para o norte. Eles se casaram e tiveram dois filhos. Armando, o mais novo, teve uma infância feliz. Ele começou suas primeiras letras em Xapuri, mudou-se para o Rio de Janeiro com apenas dezessete anos. Ele se formou na Faculdade de Direito e conseguiu um emprego em uma ensacadora.

Carreira como jornalista
Em 1950, ele trabalhou na seção de esportes no jornal Carioca. Neste trabalho reuniu-se com os jornalistas mais destacados do Rio de Janeiro, Prudente De Moraes Neto, Carlos Castello Branco, Otto Lara Resende, Rubén Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos de Souza e Pompeu, e foi uma verdadeira escola de jornalismo para Armando, que ficou lá por treze anos.

Ele testemunhou os tiros que deram ao jornalista Carlos Lacerda, na rua Tanoeros, em Copacabana. Ao escrever sobre o episódio, fez história no jornalismo brasileiro: um primeiro relatório que foi um fato narrado em primeira pessoa.

Além do Diário Carioca, também começou a colaborar com o Diário da tarde. Depois de passar por um titular da revista Cruzeiro, em 1957, o Grupo Associated Newspapers, de propriedade de Assis Chateaubriand e em 1959, O Jornal do Brasil, onde foi editor e colunista. De 1961 a 1973, ele assinou a coluna diária ” na caixa.”

Armando foi um pioneiro na televisão brasileira, onde trabalhou desde 1959, a primeira produção independente, dirigida por Fernando Barbosa Lima, onde escreveu os textos para os alto-falantes Domingues Cid Moreira e Heron no antigo rio de televisão convidado por Walter Clark Globo e foi onde se estabeleceu em 1966, com Mary Alice, o jornalismo da estação de radiodifusão. Graças ao trabalho de Armando e Maria Alice, as notícias de televisão, que antes eram vistas como uma coisa menor, começaram a atrair o interesse dos comerciantes e do público em geral.

Nos 25 anos no Globe também foi responsável pela implantação do jornalismo nas notícias nacionais e pela criação da Revista Nacional. Mas sua paixão sempre foi o esporte, especialmente o futebol. Desde 1954, esteve presente em todas as Copas do Mundo e, desde 1980 em todos os Jogos Olímpicos.

Ainda com todos esses serviços, esteve envolvido em uma Controvérsia em 1989 na segunda volta das eleições presidenciais desse ano, a estação acolheu um debate entre os candidatos Fernando Collor de Melo e Luiz Ignácio Lula da Silva. Mostra-se no dia seguinte à sua transmissão no Jornal Nacional, que havia um problema parcial a favor do candidato Collor, que foi apoiado desde o início direta ou indiretamente pelas empresas de Armando Roberto Marinho, ele pessoalmente fez duras críticas à sua postura e o empregado que realizava este tema era Armando Nogueira o qual não concordou com esta postura. Devido a isso, ele se aposentou da alta cúpula e da estação, então começou a se dedicar inteiramente ao jornalismo esportivo.

No início de 1990, foi comentarista do programa do Green Card, TV Cultura, entre 1992 e 1993, e da TV Bandeirantes, 1994 e 1999. No SporTV, o canal Globosat, participou dos programas de 1995 a 2007. Manteve uma coluna reproduzida em 62 jornais brasileiros, um programa no canal a cabo SporTV, um programa de rádio e uma página web. Ele era também o dono das produções de Xapuri, onde fazia vídeos corporativos para empresas, para o qual também dava palestras de motivação. Ele escreveu dez livros, de todos os esportes. Também teve atuações na rádio, fazendo comentários diários na Rádio Bandeirantes (durante a primeira vez em três ocasiões e o diário) e Rádio CBN (CBN no Brasil).

Ele estava praticando o vôo ultraleve, e foi o fundador do esporte Rio club. No futebol, ele foi apaixonado defensor do Botafogo de Futebol e Regatas.

Estilo de escrita
Armando Nogueira era o dono de um estilo único e elegante, que se desenvolveu a partir dos clichês que proliferam nas crônicas esportivas. Pode-se dizer que é uma escola, porque repórteres de vários esportes tentaram imitá-lo. Muitas vezes, Armando derramou sua veia poética para mostrarsua admiração pelo Esporte e seus ídolos. Algumas de suas frases se tornaram a antologia inspirada. Aqui estão alguns exemplos:

Sobre caráter e futebol: o futebol não é melhorar o caráter do homem, mas revela-los.
O vencedor da Copa do Mundo 1970: o choro da alegria de uma campanha notável em que o Brasil fez futebol de fantasia, para fazer amigos. Fazer irmãos em todos os continentes.
Sobre Garrincha e sua capacidade de driblar: para Garrincha, a superfície de um tecido era um latifúndio.
Produção Literária
Drama e glória de Bicampeões (em colaboração com Araujo Neto).
Na Grande Área.
Bola na rede.
O homem e a dança.
Crystal Ball.
O voo das gazelas.
A taça e que ninguém viu que eu não quero lembrar (em parceria com Joe Smith e Roberto Muylaert).
A canção dos meus amores.
A chamada para não desligar.
O jogo da Ginga.
Morte
Como consequência de um câncer cerebral diagnosticado em 2007, Armando Nogueira, morreu em 29 de março de 2010, no Rio de Janeiro. Em virtude de sua morte, CBF, futebol brasileiro órgão de governo, decretou três dias de luto, a partir do dia 29 de março de 2010. Todos os jogos de futebol do Brasil que ocorreram nos dias de hoje, mantiveram um minuto de silêncio antes de seu início, em homenagem a Armando Nogueira.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, emitiu uma nota oficial na qual chamou Nogueira de:

“Um dos nomes mais proeminentes do jornalismo brasileiro, especialmente na televisão.” “Ele tinha um talento de sobra que lhe permitiu atuar em diferentes mídias, sempre com o mesmo brilho e a mesma preocupação com a qualidade do texto e da informação. Neste momento de perda, quero expressar meu sentimento de pesar seus parentes, amigos, colegas da imprensa e admiradores”
Seus restos foram velados no Estádio Maracanã, palco onde surgiram suas crônicas esportivas e foi desumado no Cemitério São João Batista De Botafogo, o bairro que dá nome ao time de futebol de seus amores. A família indicou que a última vez que o jornalista visitou o Maracanã foi em 30 de março de 2008, quando inaugurou em sua homenagem o “espaço Nogueira”, exatamente dois anos antes da data em que seria enterrado.

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