A História do Acre

Geogr. – Região Norte do Brasil – O Estado do Acre possui uma área de 152.589 Km². Limites: Limita-se com o Peru, Bolívia, Amazonas e Rondônia. Sua capital é Rio Branco. Cidades principais: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Xapuri, Brasiléia, e Sena Madureira. População: 500.185 habitantes (1997). História: Deve-se às populações do Nordeste, sobretudo ao povo cearense, a incorporação do Acre ao Brasil. Os primeiros exploradores que ali estiveram foram os bandeirantes, nos séculos XVI e XVII, que simplesmente sondaram algumas partes do território na busca da aventura e do ouro.

A Historia do Acre
A Historia do Acre

As secas nordestinas e a procura de mercados internacionais da borracha foram os principais fatores que levaram centenas de famílias, uma grande movimentação de massas humanas, ao “Celeiro da Borracha”. Antes disso, o Acre era um verdadeiro deserto, so explorado em algumas partes por mansos índios. Essa situação continuou até a metade do século XIX, com a descoberta da “árvore da borracha” e grande quantidade de plantas medicinais.

Os primeiros marcos efetivos da colonização, no entanto, datam de 1877, com a oficialização e coordenação dos seringais. Os nordestinos, naqueles primeiros anos de trabalho, armazenaram grande quantidade de borracha, que logo depois, com a chegada de barcos e pequenos aviões provenientes do Pará e Amazonas, deram início ao grande comércio de troca da borracha pelos produtos manufaturados. Registram-se assim, já nos últimos anos do século XIX, mas de sessenta mil brasileiros nas terras do Acre.

Entretanto, havia um grave problema: aquelas terras não pertenciam ao Brasil. Pelo Tratado de Ayacucho, assinado pelo Brasil e Bolívia em 1867, aquela região passava a pertencer aos bolivianos. Acontece que os homens que haviam iniciado a busca à borracha não tinham qualquer conhecimento dessas divisões. A Bolívia, no entanto, só veio a despertar para a realidade depois do território ter sido completamente invadido pelos brasileiros. O governo boliviano, tomando conhecimento do fato, mandou instalar imediatamente no Rio Acre uma alfândega e uma delegacia administrativa. Anos depois, fundava a cidade de Puerto Alonso (hoje Porto Acre).

Em 1899 iniciam-se os grandes choques entre acreanos e bolivianos. Ainda nesse ano os bolivianos foram obrigados a deixar o território, sob pressão dos brasileiros que ali viviam. Apesar dos acontecimentos, os bolivianos ainda tentaram conquistar aquele território com desembarques em 1900, que foram corajosamente combatidos pelos seringueiros, e somente em agosto de 1903 é que o gaúcho Plácido de Castro, aluno da Escola Militar, depois de fazer prisioneiros alguns chefes bolivianos, conseguiu pôr fim às lutas. Naquele mesmo ano Plácido de Castro foi aclamado governador do território. O Ministério do Exterior, então, toma a direção do problema, sob a chefia do Barão do Rio Branco. Daí por diante a questão passou ao campo diplomático.

Em 1903 o Barão do Rio Branco conseguiria resolver o problema do Acre, conquistando para o Brasil aqueles 152.589 km², que passaram a constituir o Território do Acre. O Brasil pagou à Bolívia a indenização devida pela reintegração dessas terras ao território nacional.

Em 1957, o Deputado José Guiomard dos Santos apresentou projeto elevando o território à categoria de Estado, o que resultou na Lei n.° 4.069, de 12 de junho de 1962, sancionada pelo então presidente João Goulard. O Acre tornou-se então o 22.° Estado da Federação.

Clima: Quente e úmido. No inverno recebe da região da Patagônia ondas frias. É quando a temperatura atinge até os 5°C. Chove com mais constância no verão, quando a temperatura média alcança os 26°C.
Serras: Nessa região, sob a influência dos Andes peruanos, a planície amazônica vai-se elevando. O ponto mais alto do Estado é a Serra de Contamana ou do Divisor.

Rios: Todos eles fazem parte da bacia amazônica: Juruá, Purus, Tarauacá-Embira, Acre, Iaco, Abunã, Gregório, Muru, Xapuri e Juruá-Mirim.

Florestas: Ao fundar o século XIX a quase totalidade (cerca de 99%) do território acreano era recoberto de florestas. Ainda hoje 90% desse território são florestas imensas, que constituem algumas fontes da economia regional, como madeiras de lei, borracha, castanha, etc.