A HISTORIA DAS BANDEIRAS

AS BANDEIRAS
Para descobrir as potencialidades da América Portuguesa foram organizadas expedições de grande monta que reuniam milhares de pessoas que cortavam o sertão de canto a canto, passavam meses e meses até encontrar algo a ser explorado, metais preciosos e/ou indígenas a serem escravizados por exemplo, essas expedições ficaram conhecidas como bandeiras.

Era predominante nas bandeiras a presença de indígenas em detrimento de homens brancos, apesar de estarem sob o comando destes últimos. Raposo Tavares, por exemplo, desbravou em torno de 12 mil km de São Paulo até o Paraguai, seguindo em direção aos Andes e retornando ao Brasil pela região do atual estado de Rondônia.

Historiadores em especial paulistas se esforçaram em destacar as ações dos bandeirantes chegando a chamá-los de “Raça de Gigantes”, tratando como sendo uma raça superior, o ato de estenderem as fronteiras do Brasil de modo a ultrapassar consideravelmente os limites definidos pelo Tratado de Tordesilhas também foi muito valorizado.

O fato é que em verdade, os paulistas na verdade não era uma raça superior, se limitando a ser um mero grupo de origem mestiça ou portuguesa que se diferenciava dos outros grupos por um conjunto variado de fatores. Em alguns momentos os paulistas chegaram a fazer suas próprias leis, as vezes desobedecendo inclusive orientações da Coroa. Apesar disso havia interesses em comum da Coroa e dos bandeirantes, chegando ao ponto de ter o incentivo da administração portuguesa pois a busca de metais preciosos e o aumento do domínio territorial era do interesse de Portugal.

Havia outro tipo de serviço prestado pelos bandeirantes, conhecido como “sertanismo de contrato”, neste as bandeiras eram contratadas para combater grupos quilombolas, o maior exemplo disso foi a ação do grupo comandado por Domingos Jorge Velho que pôs fim ao quilombo dos Palmares (1690-1695).