A CRISE DO SISTEMA COLONIAL

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL

A América experimentou processos de independência a partir de 1776, quando as Treze Colônias Americanas romperam com o domínio inglês, inaugura um processo novo no continente. Em 1789 a Revolução Francesa põe fim ao Antigo Regime na França e influencia toda a Europa. As idéias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade chegaram à América e foram muito bem recebidos por grupos que já se articulavam contra as práticas colonialistas e permitiam o desenvolvimento de modelos políticos alternativos ao existente na colônia.

Intelectuais brasileiros, especialmente os que estudavam nas universidades européias e retornavam ao Brasil eram influenciados e influenciavam brasileiros por meio das idéias iluministas, surgiram inclusive algumas revoltas emancipacionistas no século XVIII.

Outra importante potência européia na época, a Inglaterra, passava por uma revolução, o desenvolvimento tecnológico constante fez surgir a Revolução Industrial, a necessidade de novos mercados combinava com os princípios liberais e contribuía para o abandono de práticas mercantilistas costumeiras na relação entre metrópole e colônia existente na América Portuguesa.

A existência da escravidão e do comercio de escravos também impossibilitava em certo grau o aumento do mercado consumidor de produtos ingleses, na Europa França e Inglaterra decretaram o fim da escravidão, a primeira em 1794 e a outra em 1807.

Na América livre (Treze Colônias Americanas), não houve um consenso sobre a questão da escravidão de maneira imediata, nas regiões em que a economia colonial não estava tão dependente da mão-de-obra escrava houve a extinção do tipo de exploração do trabalho, ao passo que nas regiões onde era importante e arraigada a exploração do trabalho escravo, a influência dos latifundiários poderosos se fez valer mesmo tendo um caráter liberal anti-colonialista. No caso brasileiro não foi muito diferente, as elites brasileiras não se esforçaram em fazer drásticas alterações quanto à estrutura escravocrata, mesmo porque lideranças emancipacionistas figuravam entre proprietários de escravos.

A existência de uma elite colonial brasileira foi importante para a emancipação, após a abertura dos portos brasileiros às nações amigas contribuiu para o desenvolvimento de um grupo comercial brasileiro que se viu muito favorecido economicamente e temiam perder tais benefícios se eventualmente o Brasil voltasse a depender exclusivamente de Portugal.

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