A Crise do Antigo Regime

A Crise do Antigo Regime que aconteceu no século XVIII, as mudanças nas conjunturas afetaram todos os tipos de regras na economia, na política, tudo isso liderado pelo absolutismo que tinha como eixo central o estilo mercantilista da sociedade estamental.

A Crise do Antigo Regime
A Crise do Antigo Regime

O que foi o Antigo Regime? quando se fala em antigo regime entende-se os elementos que interligados era chamado de aristocrático e funcionava na França, tinha características de administração total do Estado nas mãos do Monarca sendo ele um soberano.

O Antigo Regime refere-se originalmente ao sistema social e político aristocrático que foi estabelecido na França. Trata-se principalmente de um regime centralizado e absolutista, em que o poder era concentrado nas mãos do rei

O estilo mercadológico que funcionava até então era o mercantilismo, baseado na produção manufaturada, esse modelo perdeu força. Não existia avanço já que a sociedade exigia mais produtos, contudo, a capacidade de produção manufatureira chegou ao seu máximo de capacidade, enquanto isso o mercado consumidor no planeta inteiro precisava de mais.

Na ciência econômica se o lucro do sistema de produção de manufatura do Antigo Regime tendesse a estabilizar, seria uma crise do antigo regime, afetando todo a burguesia.

Enquanto o lucro entrava em crise do antigo regime, o estado absolutista ainda exigia grandes quantias em impostos para sustentar toda a corte do rei, em muitos reinados ainda aumentava os impostos que a burguesia pagava, além disso, outro problema enfrentado pela burguesia era a burocracia que a corte gerava para o comércio.

A insatisfaça da burguesia que não sabia onde era gasto tanto dinheiro pagos nos seus impostos, gerou a crise do antigo regime.

O pensamento absolutista tinha em seus pilares a que o poder do Rei foi originado por deus, assim, a corte não era forçada a fazer prestação de contas a sociedade do período. A sobrecarga sob o reinado ficou cada vez maior.

Antes de explicarmos a essa crise do regime antigo, é necessário demonstrar como funcionava na época o sistema absolutista.

O pensamento da burguesia será iluminado pelos pensamentos e entendimento de sociedade, a ideia de que as “luzes da razão” é a responsável por libertar a sociedade da escuridão ou da ignorância e da religião.

Assim surgiu o Iluminismo, o entendimento de que os impostos pagos pela burguesia chamada ate então de terceiro estado, servia apenas para sustentar a nobre corte e o clero da igreja.

Com a chegada da crise do antigo regime por conta da estagnação do sistema de produção em manufatura, a sociedade burguesa, entende que para acabar com a profunda crise da economia e necessário acabar com o sistema de Monarquia Absolutista.

O absolutismo era a barreira entre a burguesia e o controle de todo o Estado, só assim séria possível acabar com as burocracia do Mercantismo, é seria possível o surgimento do liberalismo econômico, ou em francês “Laissez-faire”, expressão muito utilizada no período para definir o liberalismo econômico.

O “Laissez-faire” ou sistema de Economia Liberal seria um novos sistema em que não ocorreria intervenção do estado na economia, a regulação econômica ficaria a cargo das leis naturais do mercado. O novo sistema econômico teve diferentes nomenclaturas como livre cambismo, livre concorrência e livre comercio.

Junto ao novo sistema de economia liberal para acabar com a crise do antigo regime, foi criado a igualdade entre os homens, todos tinha direitos iguais, acabando com os privilégios jurídicos.

Acabar com a desigualdade jurídica não seria um papel fácil, seria imprescindível libertar os escravos, e dar fim a servidão, os homens passariam a ser pessoas livres, a ideia de liberdade total incluía a liberdade de posses.

Foi assim que surgiu o proletariado, os homens livres não teriam sem terra e sem posses, que eram servos de outros homens.

A burguesia após a crise do antigo regime seria a detentora exclusiva do dinheiro, encabeçaria a revolução industrial, mudando completamente o modo de produção, atendendo a demanda mundial da sociedade e dando fim a crise do antigo regime.

O fim da escravidão iria gerar uma grande quantidade de mão-de-obra e potenciais consumidores, o novo regime seria capaz de produzir quase que produtos infinitamente, a burguesia teria lucros inesperados.

O novo regime econômico liberal só seria possível sem os pactos entre colônias e colonizadores. A independência dos territórios coloniais seria de grande importância para entrarem como clientes no mercado mundial.

As consequências da crise do regime antigo gerou liberdade econômica, liberdade territorial, igualdade de direitos entre os homens e o fim da aristocracia.