A CRIAÇÃO DO GOVERNO GERAL NO BRASIL

As capitanias hereditárias, criadas pelo rei português D. João III no Brasil, como objetivo de incentivar a colonização do Brasil não obteve o êxito esperado, a administração demonstrou-se precária, a maioria das capitanias não prosperou por motivos diversos, entre eles, mesmo o desinteresse dos capitães donatários tendo em vista que os investimentos no comércio com a Índia eram mais lucrativos. Por volta de 1549, o comércio indiano não se mostrava tão rentável assim.

O rei de Portugal decide criar um Governo Geral para otimizar a administração da América portuguesa, coube a função ao militar Tomé de Souza, foi um passo importante pois era um esforço no sentido de centralizava a administração que ficava a cargo dos capitães donatários. Tomé de Souza chega ao Brasil na companhia de grande quantidade de pessoas.

O regimento de Tomé de Souza indica a intenção clara de proteger a América Portuguesa, colonizar o território, auferir rendas para a Coroa. Tornou-se necessário organizar administrativamente a colônia, distribuído funções e obrigações, assim surgem no Brasil os cargos de ouvidor-mor, que se responsabilizaria pela administração da justiça, capitão-mor que se encarregaria da proteção, provedor-mor que se ocuparia com o que se tratasse da arrecadação.

A catequização de indígenas, propósito da igreja católica para o Novo Mundo foi possível principalmente por que o governador-geral trouxe consigo os primeiros padres jesuítas. Tomé de Souza organizou a construção da cidade Salvador com o objetivo de servir como primeira capital do Brasil.