A primeira demonstração da capacidade de organização dos trabalhadores aconteceu em março de 1871, quando a França sofreu humilhante derrota imposta pela Prússia, na guerra que se iniciara no ano anterior. Houve então uma insurreição revolucionária, realizada pelos trabalhadores parisienses: a Comuna de Paris.

Tudo começou com a rendição do imperador da França, Napoleão m, ao exército da Prússia. Paris ficou cercada por tropas inimigas, deixando o clima tenso na cidade. Foi constituído um governo provisório e foram convocadas eleições para uma Assembléia Constituinte, em abril de 1871. Os monarquistas saíram vitoriosos, o que deixou a população ainda mais descontente.

Toda essa situação provocou tensões políticas e sociais. Um grupo de cidadãos parisienses, então, organizou-se e constituiu um governo, que passou a contar com amplo apoio da população. Foi criado o Conselho da Comuna, formado por socialistas e jacobinos que militavam a favor da República.

O Conselho tomou várias medidas, entre elas: controle dos preços de alimentos, ensino gratuito para todos e pagamento das prestações de aluguéis dentro de prazos maiores.

Os revolucionários, contudo, não prenderam os membros do governo burguês, possibilitando que estes preparassem a reação e esmagassem a experiência da Comuna.

A alta burguesia, representada por banqueiros, grandes comerciantes, militares e alto clero, conseguiu organizar-se e reagir. Suas forças policiais e militares, mais bem organizadas e mais bem armadas, atacaram os revoltosos em Paris, executando todos os que tivessem armas na mão ou que fossem suspeitos de estar participando da insurreição.

As forças da repressão chegaram a executar 20 mil comunardos; prenderam 15 mil; e milhares tiveram de fugir do país.

Depois de dois meses, a primeira experiência de um governo popular revolucionário criado por operários chegava ao fim.

Comuna de Paris, 1871

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